Neto de Fidel Castro defende acordo de Cuba com EUA

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Um dos netos do ex-líder cubano Fidel Castro, responsável pela revolução de 1959 que instaurou o regime comunista na ilha, voltou a gerar repercussão ao defender mudanças no modelo econômico do país.

Sandro Castro afirmou ser favorável a um acordo com os Estados Unidos e declarou que grande parte da população cubana deseja a adoção do capitalismo.

Empresário e dono de uma casa noturna em Havana, Sandro também atua como influenciador digital, publicando vídeos com tom satírico e exibindo um estilo de vida que contrasta com a realidade de muitos cubanos.

Em entrevista à CNN nessa segunda (30), ele relatou que, apesar da imagem nas redes sociais, também enfrenta dificuldades no dia a dia.

“É tão difícil”, disse Castro, de 33 anos. “Você sofre milhares de problemas. Em um dia, pode faltar luz, faltar água. As mercadorias não chegam. É muito difícil, realmente muito difícil.”

O neto de Fidel reforçou sua posição favorável à aproximação com os Estados Unidos e destacou que há uma crescente mentalidade pró-mercado no país.

“Há muitas pessoas em Cuba que pensam de forma capitalista. Há muitas pessoas aqui que querem praticar o capitalismo com soberania”, afirmou. Em outro momento, foi direto: “Acho que a maioria dos cubanos quer ser capitalista, não comunista”.

Nas redes sociais, Sandro chegou a publicar um vídeo com um ator caracterizado como o presidente Donald Trump, simulando a construção de um hotel da marca em Havana, em tom de ironia.

Ele também rebate críticas sobre ostentação e afirmou que suas postagens não têm a intenção de desrespeitar a população local. “Estou fazendo vídeos sobre uma situação tensa e triste”, disse.

“Pelo menos estou tentando fazer as pessoas felizes. Tirar um sorriso delas. Eu jamais zombaria de uma situação que também me causa sofrimento.”

O cenário econômico cubano tem se agravado nos últimos meses, com escassez de produtos básicos e frequentes apagões, impulsionados pela crise energética e restrições ao fornecimento de petróleo .

Nesse contexto, o governo dos Estados Unidos tem intensificado a pressão sobre Havana, incluindo medidas que dificultam o envio de combustível à ilha.

No fim de janeiro, a administração de Donald Trump anunciou tarifas a países que exportam petróleo para Cuba, alegando preocupações com segurança nacional. A medida afetou diretamente o abastecimento energético do país e contribuiu para o agravamento da crise.

Apesar disso, houve flexibilizações pontuais. Nesta semana, por exemplo, os EUA permitiram a chegada de um navio russo com cerca de 730 mil barris de petróleo ao porto de Matanzas .

Em meio às tensões, Trump também tem pressionado por um acordo com o regime cubano e chegou a afirmar recentemente que “Cuba será a próxima”, ao comentar ações militares americanas em outros países. E mais: Turista danifica estátua de Drummond em Copacabana de forma ‘inédita’. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Gazeta do Povo; CNN)

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