Dario Durigan afirmou que o endividamento faz parte do funcionamento da economia brasileira e pode ser considerado algo “natural e positivo”, desde que haja controle na forma como é administrado.
A declaração do atual Ministro da Fazenda – substituto de Haddad – foi feita durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite de segunda-feira (5), e chamou a atenção pelo atual nível do endividamento dos brasileiros.
Ao comentar o tema, Durigan destacou que o principal desafio não é evitar dívidas, mas garantir uma gestão adequada, levando em conta fatores como juros, prazos e volume contratado.
“Não é ruim ter dívida. Dívida faz parte da nossa economia, é natural e é bom que a gente faça dívida. O importante é fazer bem a gestão da sua dívida: o quanto você se endivida, que tipo de juros você toma, qual o prazo, e agora, no Desenrola 2, nós estamos muito atentos a isso”, afirmou o integrante do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante a entrevista, o secretário também detalhou mudanças na nova versão do programa de renegociação de débitos, o Desenrola 2, lançado oficialmente nesta semana. Segundo ele, o governo incorporou lições aprendidas na primeira fase da iniciativa para simplificar o modelo e ampliar o alcance.
A nova etapa será voltada a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. O foco está em dívidas comuns do dia a dia, como cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC), desde que tenham sido contraídas até 31 de janeiro e estejam em atraso há pelo menos 90 dias.
Entre as principais regras, o programa estabelece taxa de juros máxima de 1,99% ao mês, prazo de pagamento de até 48 meses e possibilidade de começar a quitar o débito até 35 dias após o acordo. O limite de renegociação será de até R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira.
Outra mudança relevante é a forma de adesão. Diferentemente da fase anterior, que envolvia um sistema de leilão das dívidas, agora caberá aos próprios bancos procurar os clientes elegíveis e apresentar propostas de renegociação dentro das condições estabelecidas pelo governo. E mais: Lula barra aumento de pena para roubo com lesão grave. Clique AQUI para ver. (Foto: Ministério da Fazenda; Fonte: Cláudio Dantas)

