O banqueiro Daniel Vorcaro mencionou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em duas propostas de delação premiada em análise. De acordo com informações da comentarista da CBN e colunista de O Globo, Malu Gaspar, o dono do Banco Master afirmou ter realizado repasses de cerca de R$ 20 milhões, via caixa dois, destinados à campanha do atual ministro ao Senado em 2022.
Segundo relatos, integrantes do Ministério Público Federal e da Polícia Federal consideraram as informações apresentadas inicialmente insuficientes, uma vez que o empresário não teria detalhado as eventuais contrapartidas relacionadas ao suposto acordo financeiro.
Até o momento, não há registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de doações realizadas por Vorcaro ou por seu cunhado, Fabiano Zettel — apontado como operador financeiro do banqueiro — em favor da campanha de Silveira.
O ministro de Minas e Energia é, até agora, o único integrante do primeiro escalão do governo federal citado nas minutas de colaboração atribuídas a Vorcaro. Em dezembro de 2024, Silveira participou de uma reunião no Palácio do Planalto com o empresário e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Interlocutores próximos ao ministro afirmam que ele não conhecia Vorcaro no período da campanha eleitoral em Minas Gerais e classificam a acusação como sem fundamento.
Em uma segunda versão da proposta de delação, Vorcaro passou a enquadrar formalmente repasses e benefícios atribuídos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) como pagamento de propina, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.
Na versão anterior, esses mesmos pagamentos eram descritos apenas como despesas ligadas a relações de amizade, incluindo viagens e eventos.
De acordo com investigadores, o parlamentar teria recebido valores recorrentes, que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais, para atuar em defesa de interesses do empresário no Congresso Nacional. (Foto: reprodução; Fonte: CBN)

