O vice-presidente Geraldo Alckmin comunicou neste sábado (28) que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na próxima semana, com o objetivo de se dedicar às eleições de outubro.
Apesar do anúncio, Alckmin não confirmou se permanecerá como vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva ou se irá concorrer a outro cargo público. A legislação exige, no entanto, que qualquer candidato a cargo eletivo se desincompatibilize da função de ministro.
“Cumprindo a legislação, vice-presidência não tem desincompatibilização, mas do ministério tem. Então, a data é 4 de abril, mas dia 3 é sexta-feira santa, então provavelmente dia 2”, explicou Alckmin a jornalistas durante evento da Confederação Nacional da Indústria em São Paulo, ao comentar sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia.
Questionado sobre seu futuro político, o vice apenas ressaltou que “o presidente define”.
Na noite de sexta-feira, ele participou da filiação de Simone Tebet ao PSB, que disputará uma vaga no Senado por São Paulo. Durante o evento, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, Alckmin afirmou:
“Vamos ter, este ano, uma escolha entre quem respeita o povo e quer democracia e quem gosta de ditadura, que é mandar no povo”.
Recentemente, Lula indicou que Alckmin poderia concorrer ao Senado na chapa de Fernando Haddad, mas o vice-presidente demonstrou preferência por continuar exercendo a função de vice.
O PSB também mantém a posição de que Alckmin siga na chapa de reeleição ao lado do petista. E mais: Lulinha telefona a Lula após PF suspeitar de fuga. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: CP)

