O governo do presidente argentino, Javier Milei, sofreu um revés legislativo nessa quinta-feira (22), após o Senado rejeitar diversos decretos presidenciais e aprovar aumentos orçamentários para instituições de ensino superior públicas.
Milei, que tenta manter a contenção da inflação com medidas de austeridade rigorosas, vem bloqueando leis que possam ser aprovadas pelo Congresso, controlado pela oposição, e que impactem as contas do Estado.
Os senadores aprovaram o financiamento das universidades nacionais, incluindo aumento salarial para funcionários, e discutiram ainda o acréscimo no orçamento da saúde, apoiado por uma declaração de emergência pediátrica válida por dois anos.
‘A universidade pública argentina é parte de nossa identidade nacional, e defendê-la é uma decisão para o futuro’, afirmou a senadora Alejandra Vigo, representante da aliança peronista de oposição.
Em reação, Milei declarou que vetará leis que impliquem elevação de alocações orçamentárias. Além disso, a Câmara Alta rejeitou cinco decretos presidenciais destinados a reduzir a estrutura do Estado, representando um obstáculo para o plano de ajuste fiscal do presidente, que está em vigor desde dezembro de 2023.
O governo, que possui minoria tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, enfrentou outro desafio legislativo na quarta-feira, quando a oposição conseguiu os votos necessários para derrubar um veto presidencial sobre o aumento de subsídios para pessoas com deficiência.
“Enfrentamos um Congresso sequestrado pelo kirchnerismo (peronismo), um Congresso que responde apenas aos seus próprios interesses”, criticou Milei em evento com líderes empresariais. “Eles nos lembraram que têm apenas uma agenda legislativa, que é a falência do Estado nacional”, completou. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: Info Money)

