INSS suspende Crefisa de realizar pagamentos a beneficiários

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O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, anunciou à CNN que o Banco Crefisa está temporariamente impedido de efetuar pagamentos aos beneficiários do órgão.

Em entrevista ao programa CNN 360º nessa quinta-feira (21), Waller explicou que a medida ocorre após diversas reclamações de aposentados e pensionistas, caracterizando um “verdadeiro calvário” para os usuários.

Entre os problemas relatados estão dificuldades no atendimento, falta de caixas eletrônicos — obrigando os beneficiários a se deslocarem até agências —, impossibilidade de portabilidade e empréstimos com juros elevados. “[O Banco Crefisa] não pode continuar atuando assim”, enfatizou.

De acordo com o presidente do INSS, a instituição financeira responde por 1,7 milhão de benefícios, cerca de 4,25% do total, tendo repassado R$ 25 bilhões aos beneficiários somente neste semestre. “A gente vinha já fiscalizando, e verificou que está num estágio que não tem mais condições do INSS conceder à Crefisa a possibilidade de fazer novos pagamentos”, afirmou.

Em nota à CNN, o banco afirmou ter recebido a notícia “com surpresa”, alegando que não foi oficialmente comunicado pelo INSS sobre qualquer suspensão.

A Crefisa também contestou algumas das queixas apontadas por Waller, garantindo que suas estruturas físicas atendem à demanda e que há caixas eletrônicos em todos os postos de atendimento.

“Portanto, não há dificuldades ou impedimento para recebimento dos benefícios, assim como não há atrasos, recusas de pagamento e limitação para saque”, afirmou a instituição. O banco reforçou ainda que cumpre integralmente os contratos vigentes, mantendo “compromisso com a ética, a legalidade e a boa-fé contratual”.

Waller relacionou a medida à operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), realizada no final de abril, que revelou a fraude no INSS.

Entre 2019 e 2024, estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões foram desviados. Mais de 5,3 milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos, e 1,6 milhão de pessoas já receberam cerca de R$ 1 bilhão de volta.

O INSS informou que o ressarcimento aos prejudicados pelo esquema continuará até, no mínimo, 14 de novembro, podendo o prazo ser prorrogado caso seja necessário. (Foto: divulgação; Fonte: CNN)

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