Master contratou ex-ministro de Lula e Dilma a pedido do petista Jaques Wagner

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O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para atuar como consultor, atendendo a um pedido do senador Jaques Wagner (PT-BA), segundo apurou a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles. A remuneração de Mantega chegaria a R$ 1 milhão por mês, podendo totalizar, ao longo do período de consultoria, pelo menos R$ 16 milhões.

Em nota à coluna, o senador Jaques Wagner negou ter participado da contratação. “O senador Jaques Wagner não participou, em nenhum momento, da contratação de Guido Mantega pelo Banco Master”, afirmou sua assessoria.



Mantega atuou entre julho e novembro de 2025, prestando serviços de lobby para o banco. Entre suas ações, ele intermediou uma reunião do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024.

De acordo com a colunista, o encontro não consta da agenda oficial do presidente e contou com a presença de Augusto Lima, então CEO do Master, dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além de Gabriel Galípolo, indicado para assumir o Banco Central.



Segundo fontes ouvidas pela coluna, a vaga de Mantega no banco só foi possível após a intervenção de Wagner. Antes disso, o ex-ministro havia sido cogitado para integrar o Conselho de Administração da Vale, indicação que não avançou após resistência de atores do mercado, que consideraram a nomeação uma possível interferência do governo Lula na mineradora.

No Master, a função de Mantega era facilitar a negociação da venda da instituição para o Banco de Brasília (BRB). Ele manteve vínculo com o banco até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação da instituição, em novembro de 2025.



Fontes do setor financeiro relatam que a ligação de Wagner dentro do Master era mais próxima do sócio de Vorcaro, Augusto Lima, baiano e ex-CEO do banco, amigo do ministro Rui Costa.

Lima esteve ao lado de Lula em um evento em que o presidente criticou publicamente aqueles que defendiam o banco, afirmando que faltava “vergonha na cara” a quem o apoiava. E mais: Stellantis convoca por falhas em freios e painel; Saiba mais (Foto: Ag. Senado; Fonte: Metrópoles)

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