Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou publicamente neste sábado (3) a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro por forças americanas. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo brasileiro afirmou que a ação ultrapassa a “linha inaceitável” e representa uma grave afronta às normas do direito internacional.
A manifestação foi divulgada na rede social X (antigo Twitter), em meio à escalada da crise política e militar envolvendo Caracas. Segundo Lula, a operação conduzida pelos Estados Unidos estabelece um precedente perigoso para a ordem global e pode provocar impactos diretos sobre a estabilidade política e econômica da América Latina e do Caribe.
Para o presidente brasileiro, episódios desse tipo fragilizam a noção da região como uma zona livre de conflitos armados. Ele alertou que a ofensiva compromete a ideia de zona de paz construída ao longo das últimas décadas e defendeu uma resposta firme por parte da Organização das Nações Unidas (ONU) diante do ocorrido. (continua)
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(segue) Ainda de acordo com Lula, o Brasil repudia o uso da força como instrumento de resolução de disputas internacionais e se coloca à disposição para contribuir com iniciativas de diálogo, negociação e cooperação entre os países envolvidos. A posição do governo brasileiro enfatiza a necessidade de uma solução pacífica para a crise, ao mesmo tempo em que reforça o princípio da soberania nacional.
Enquanto a declaração era divulgada, ministros do governo brasileiro se reuniam no Palácio do Itamaraty para avaliar os desdobramentos da ofensiva americana e discutir possíveis medidas diplomáticas. O encontro ocorre em um contexto de crescente tensão regional e de pressão internacional por posicionamentos mais claros dos países latino-americanos.
A nota publicada por Lula também é interpretada como um gesto de alinhamento político com o governo venezuelano, ao condenar de forma direta a ação dos Estados Unidos e destacar a violação da soberania do país vizinho. No plano econômico, o presidente alertou que crises dessa natureza tendem a elevar a percepção de risco na região, dificultar investimentos e afetar fluxos comerciais entre os países sul-americanos.
O episódio envolvendo os bombardeios na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro reacende debates sobre limites da intervenção internacional, o papel dos organismos multilaterais e os impactos geopolíticos de ações militares unilaterais em um cenário global já marcado por instabilidade e conflitos simultâneos. Veja abaixo a nota na íntegra!
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.
A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.
A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em…
— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026

