Luiz Inácio Lula da Silva (PT) procurou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nessa terça-feira (1º), em meio a mais um capítulo da crise interna desencadeada pela divulgação de mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro. A reportagem é da CNN.
Nas conversas, integrantes da ala mais próxima de Moraes fizeram críticas à atuação do ministro André Mendonça, relator do caso Master.
Segundo esse grupo, Mendonça estaria supostamente agindo em sintonia com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula nas eleições. Pessoas ligadas ao ministro, porém, rejeitam essa interpretação.
Durante os contatos com o petista, integrantes do STF também demonstraram insatisfação com a postura do governo diante da crise e defenderam uma reação institucional mais contundente.
Um dos nomes citados nas reclamações foi Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU). A pasta não levou adiante uma solicitação da Polícia Federal para contestar medidas adotadas por André Mendonça que, na avaliação da corporação, impõem restrições às investigações envolvendo o caso Master e o INSS.
Entre as determinações questionadas estão a obrigação de compartilhar com o gabinete do relator os dados brutos obtidos nas apurações e a exigência de comunicar previamente alterações nas equipes responsáveis pelos inquéritos.
Também há insatisfação com a atuação do Ministério da Justiça na defesa da Polícia Federal diante de vazamentos de informações relacionadas às investigações. Entre os conteúdos divulgados estão detalhes sobre a relação de Fábio Luís, filho de Lula, com uma rede de lobistas que atua no governo.
Apesar de ter procurado integrantes do Supremo, Lula vem recebendo de aliados próximos a recomendação de não assumir uma posição pública em defesa de Alexandre de Moraes. A orientação é que Lula mantenha distância da crise instalada dentro da Corte e evite se envolver diretamente na disputa. E mais: PGR responde Mendonça sobre caso Lulinha. Clique AQUI para ver. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: CNN)
