A Justiça de Santa Isabel, no interior de São Paulo, negou o pedido de prisão preventiva solicitado pelo Ministério Público paulista contra o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. A decisão levou em conta a apresentação de procuração pelos advogados do artista e a constatação de que ele foi formalmente citado no processo.
Na decisão, a juízado caso destacou que a citação por meio de defesa constituída demonstra que o réu tem ciência da ação penal e está submetido ao andamento do caso. “no caso em análise, verifica-se que o réu foi regularmente citado por intermédio de advogado constituído, mediante procuração nos autos, circunstância que evidencia ciência inequívoca da ação penal e submissão ao processo. Tal situação afasta, ao menos neste momento, qualquer indicativo concreto de intenção de se furtar à aplicação da lei penal ou de prejudicar a marcha processual”, afirmou a magistrada.
O processo tramita na Comarca de Santa Isabel, região a cerca de 60 km da capital paulista, e se refere a um episódio ocorrido em 16 de dezembro de 2024, na cidade de Igaratá. Segundo o Ministério Público, o rapper teria efetuado um disparo de espingarda durante uma festa, com diversas pessoas presentes, e a ação teria sido registrada em vídeo e publicada em redes sociais.
Além desse caso, o Ministério Público também citou outro mandado de prisão envolvendo o artista, relacionado a suposta violação de tornozeleira eletrônica em investigação sobre tentativa de homicídio contra agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro. De acordo com as autoridades fluminenses, ele não teria sido localizado, o que o coloca como foragido naquele estado.
Para o MP paulista, a ausência de localização do réu indicaria tentativa de se esquivar da Justiça e prejudicar o andamento do processo. A ação em Santa Isabel tem mais de 300 páginas e foi aberta em maio de 2025.
Ao reforçar o pedido de prisão, a Promotoria sustentou que a defesa do rapper não elimina a condição de foragido em outras investigações. “não retira o denunciado da condução de fugitivo da Justiça, não só no Estado de São Paulo, mas também no Rio de Janeiro, que até a presente data não localizou Mauro. Portanto, o acusado está em flagrante descumprimento das medidas cautelares aplicadas por ocasião do processo ao qual é réu no Rio de Janeiro”, registrou a promotora Gabriela Briganti Iodice em parecer enviado ao tribunal. E mais: Atlas da Violência: veja as 10 cidades mais e menos violentas do Brasil. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Veja)

