Influenciador digital é preso por envolvimento no roubo ao Museu do Louvre

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A polícia francesa prendeu um dos principais suspeitos do roubo ao Museu do Louvre, em Paris, identificado como Abdoulaye N., de 39 anos.

Conhecido nas redes sociais como Doudou Cross Bitume, o homem é micro-influenciador digital e acumula mais de 10 mil seguidores no TikTok, com vídeos que chegam a centenas de milhares de visualizações.

De acordo com o Le Figaro e o Le Parisien, Abdoulaye já trabalhou como segurança no Museu Pompidou, outro importante centro cultural de Paris. Vizinhos ouvidos pela imprensa o descreveram como “educado e prestativo”. (continua)




E mais!
O Banco Central informou que R$ 10,69 bilhões ainda estão disponíveis para restituição a brasileiros e empresas, sendo R$ 8,08 bilhões de pessoas físicas e R$ 2,61 bilhões de pessoas jurídicas. Ao todo, 48 milhões de cidadãos e 4,6 milhões de empresas têm valores a receber em dinheiro esquecido. Saiba mais!

O suspeito teria admitido parcialmente envolvimento no crime durante depoimento à promotora Laure Beccuau, mas evitou dar detalhes. Segundo a promotora, ele e outro acusado já haviam sido condenados em 2014 por crimes semelhantes.

Nas redes sociais, Abdoulaye publicava conteúdo sobre motos, viagens e exercícios físicos, com postagens que mostram o influenciador fazendo acrobacias em barras ou posando diante da Torre Eiffel. Ele mantém presença digital ativa há cerca de 16 anos.

O roubo ao Louvre ocorreu em 19 de outubro, quando ladrões invadiram o museu e levaram joias avaliadas em US$ 102 milhões (R$ 548 milhões). A ação foi rápida: durou menos de sete minutos.




Dois homens estacionaram um carro ao lado do prédio, subiram por uma escada, quebraram uma janela, arrombaram vitrines e fugiram em scooters. Ao todo, quatro suspeitos foram detidos, todos respondendo por furto em quadrilha e conspiração criminosa. As joias, porém, ainda não foram recuperadas.

Investigações também revelaram falhas no sistema de segurança do Louvre. Uma auditoria feita em 2014 pela Agência Nacional Francesa de Cibersegurança mostrou que o sistema operava com Windows 2000 e utilizava senhas simples, inclusive com o nome da empresa fabricante do software.

O órgão recomendou a criação de senhas mais robustas e correção das vulnerabilidades, mas o museu nunca confirmou se seguiu as orientações.




Para a promotora Laure Beccuau, o crime foi cometido por “criminosos comuns”. “Não se trata exatamente de delinquência cotidiana, mas é um tipo de delinquência que geralmente não associamos aos escalões superiores do crime organizado”, declarou em entrevista à Franceinfo. (Foto: PixaBay; Fonte: UOL)

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