O empate da Seleção Brasileira contra o Marrocos na Copa do Mundo foi alvo de críticas duras durante um programa da ESPN da Inglaterra. Os ex-jogadores Craig Burley e Stewart Robson avaliaram o desempenho da equipe comandada por Carlo Ancelotti e afirmaram que o Brasil já não exerce o mesmo temor que provocava em adversários de gerações passadas.
Durante a análise da partida, Burley afirmou que a equipe brasileira vive de lances isolados de seus principais atletas e deixou de ser uma seleção capaz de intimidar os rivais.
“Mas eles (Brasil) não assustam mais ninguém, né? O Brasil dos dias de hoje. Eles não assustam ninguém. Eles têm apenas ‘momentos’. Um ‘momento Vinicius’, um ‘momento Raphinha’; Eles têm momentos, mas eles não te assustam.”
Na sequência, o comentarista comparou o Brasil a outras seleções consideradas favoritas ao título e apontou que Espanha e França transmitem muito mais confiança, mesmo quando não apresentam atuações brilhantes. “Essas (Espanha e França) são equipes que me assustam mais, apesar de que elas nem sempre jogam bem.”
As críticas ao time brasileiro foram reforçadas por Stewart Robson, ex-jogador com passagens por Arsenal e West Ham. Segundo ele, as alterações promovidas por Carlo Ancelotti ainda no intervalo demonstraram a insatisfação do treinador com o desempenho de alguns atletas.
“E temos de lembrar que Ancelotti tirou dois jogadores já no intervalo, pois ele sentiu que o Casemiro estava sendo atropelado, o que não é uma grande surpresa. Ele teve um bom final de temporada (na Inglaterra), com o Manchester United, mas já não é um grande jogador há mais de dois anos.”
Robson também destacou as substituições de Casemiro, do lateral-direito e do zagueiro Ibañez, apontando que o técnico italiano identificou problemas em setores importantes da equipe.
“Então, Ancelotti tirou o Casemiro, o lateral-direito também, o Ibañes. Ele (Ancelotti) não estava feliz com essas duas posições e fez duas mudanças.”
Ao concluir sua análise, o ex-meio-campista reforçou a avaliação feita por Burley sobre a perda de protagonismo da Seleção Brasileira no cenário internacional. “Esse é um time do Brasil que não assusta, como o Craig disse.”
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