O governo do Estado do Rio de Janeiro formalizou a compra de um helicóptero militar de origem americana para reforçar o combate às facções criminosas que atuam no território fluminense. O anúncio foi feito pelo governador Cláudio Castro durante a cerimônia de formatura de 474 novos policiais militares.
A aeronave adquirida é o modelo UH-60 Black Hawk, considerado um dos helicópteros militares mais utilizados no mundo. O equipamento custou mais de R$ 70 milhões aos cofres públicos e tem previsão de entrega em até 180 dias.
O Black Hawk possui capacidade para transportar até 15 pessoas, sendo 11 soldados equipados e quatro tripulantes, além de alcançar velocidades superiores a 200 km/h. Parte de sua estrutura é blindada, o que permite resistência a disparos de fuzil.
O interior do helicóptero pode ser adaptado conforme a missão, incluindo transporte de tropas, evacuação médica e operações especiais.
Em operação desde o final da década de 1970, o modelo se consolidou como um dos principais helicópteros das Forças Armadas dos Estados Unidos. Ao longo das décadas, diferentes versões do Black Hawk foram empregadas em conflitos e ações militares em diversas partes do mundo, como a invasão do Panamá, a Guerra do Golfo e a operação que resultou na morte de Osama Bin Laden.
Após a operação policial realizada em novembro do ano passado, que terminou com a morte de 117 integrantes do Comando Vermelho, o governador Cláudio Castro passou a tratar a segurança pública como prioridade central de sua gestão. Nas redes sociais, chegou a ser comparado ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele, conhecido por endurecer o combate ao crime organizado em seu país.
Durante a formatura dos novos policiais, Castro afirmou que o governo estadual ampliou os investimentos em segurança pública, com mais de R$ 4 bilhões destinados apenas à área de tecnologia.
A aquisição do helicóptero militar reforça a estratégia adotada pelo governo fluminense em meio a um cenário de avanço do crime organizado. Facções fortemente armadas controlam áreas inteiras da capital e disputam territórios, em um contexto que tem sido descrito por autoridades como semelhante ao de uma zona de conflito. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: Brasil Paralelo)

