Globo sofre onda de processos por reprises no Globoplay e TV paga

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As reprises de novelas e programas no Globoplay, serviço de streaming da Globo, têm gerado conflitos judiciais com atores e atrizes que alegam não receber remuneração pelas reexibições digitais. Ao menos três casos desse tipo foram registrados no último ano, mostrando que a nostalgia do público tem um custo legal para a emissora.

O mais recente envolve o ator Victor Fasano, conhecido por trabalhos em Barriga de Aluguel (1990), O Clone (2001) e Caminho das Índias (2009), todas já disponibilizadas na TV paga ou no streaming.



Documentos obtidos pela coluna mostram que Fasano entrou com ação judicial especificamente contra O Clone, alegando que recebeu valores muito baixos pela entrada da novela na plataforma e pedindo revisão contratual.

A Justiça do Rio de Janeiro notificou a Globo na semana passada, aguardando a defesa da emissora. Procurada, a Globo afirmou que não comenta processos em andamento. Os advogados de Fasano não responderam aos contatos.



Fasano se inspirou em casos anteriores, como o da atriz Maria Zilda Bethem, que acumula 50 anos de carreira e participou de tramas como Caras e Bocas (2008), Ti-Ti-Ti (2010) e Êta Mundo Bom (2016).

Ela entrou com ação pioneira no Tribunal de Justiça do Rio, alegando que, durante os contratos de longa duração com a Globo, não havia legislação ou cláusula específica que definisse valores para disponibilização de reprises em TV paga ou plataformas digitais. Em entrevista ao F5, Maria Zilda afirmou:

“O que a Globo faz é se apoiar na força dos contratos para perpetuar uma lógica de apropriação indevida: ela se apossou dos meus sucessos antigos e segue lucrando com eles”.



Outro caso recente envolve o cantor Conrado, sucesso nos anos 1980, que alega não ter sido pago por participações no humorístico Os Trapalhões, exibido de 1990 a 1994. A ação judicial também corre na Justiça do Rio de Janeiro.

Esses casos indicam um movimento crescente de artistas que buscam revisar contratos antigos diante da valorização de conteúdos na era do streaming e da TV paga, questionando a remuneração pela exploração contínua de obras clássicas. E mais: Irmã de Nikolas Ferreira se emociona ao relembrar trajetória do deputado: ‘muitos não acreditavam’. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: F5)

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