Gilmar Mendes e a advogada Guiomar Feitosa decidiram colocar fim ao casamento que mantiveram por 18 anos. A separação, porém, não altera a relação construída desde a juventude.
Ambos reforçam que o vínculo permanece sólido. “Cansamos de ser casados, mas não cansamos, e jamais cansaremos, de ser amigos”, afirmou Guiomar. Gilmar segue na mesma linha: “Nada muda em uma relação de muita amizade e respeito”.
Apesar do fim da união, os dois viajaram juntos recentemente para Lisboa e Roma, onde o ministro participou de compromissos acadêmicos e jurídicos. A longa história que compartilham começou em 1978, quando cursaram Direito na Universidade de Brasília (UnB). (continua)
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Os dois se destacavam pelo desempenho acadêmico, chegaram a trabalhar juntos em um projeto no CNPq e cultivaram uma amizade que atravessou diferentes fases da vida. Na época, Guiomar já era mãe de três dos cinco filhos que teria, enquanto Gilmar era solteiro.
A amizade se manteve mesmo quando suas trajetórias pessoais tomaram rumos distintos. Gilmar deixou o país para assumir o cargo de procurador da República e seguir carreira acadêmica na Alemanha, onde concluiu mestrado, doutorado e teve dois filhos. Guiomar construiu carreira sólida no Ministério da Justiça e, mais tarde, em tribunais superiores.
O reencontro mais próximo aconteceu nos anos 1990, quando Gilmar atuava como consultor jurídico do governo e depois assumiu a Advocacia-Geral da União no governo Fernando Henrique Cardoso — período em que o convívio entre ambos se estreitou, evoluindo para namoro e, anos depois, casamento em 2007.
Ao longo da união, formaram o que ela define como um “familião”: somam-se os cinco filhos e quatro netos de Guiomar, aos dois filhos e quatro netos de Gilmar.
A convivência, dizem, continuará harmoniosa, assim como o carinho dos netos do ministro, que tratam a advogada carinhosamente como “vovó Guio”. Ambos destacam que o afastamento conjugal não muda o ambiente familiar que construíram.
Na vida profissional, Guiomar ganhou prestígio pela capacidade de articulação e lealdade. Trabalhou com os ministros da Justiça Petrônio Portella e Ibrahim Abi-Ackel, e no STF atuou como assessora e principal colaboradora do ministro Marco Aurélio Mello, chegando à secretaria-geral do Tribunal durante sua presidência.
Gilmar, por sua vez, consolidou carreira acadêmica e jurídica após seu período na Alemanha. No Brasil, atuou como assessor técnico no Ministério da Justiça, consultor jurídico do governo e, depois, comandou a Advocacia-Geral da União, até ser indicado ao STF por FHC. Foi nesse período que os caminhos de ambos voltaram a se cruzar com mais frequência.
Guiomar também cultivou uma amizade próxima com Marisa Letícia, no início do governo Lula. As duas costumavam ir juntas a apresentações musicais e jantares, independentemente de possíveis tensões políticas entre o Planalto e o Supremo.
Aos 73 anos, a advogada comemorou aniversário com uma festa em Brasília tão concorrida que a fila de cumprimentos chegou a contornar o quarteirão — um retrato fiel do círculo de amizades que ela e Gilmar mantêm, mesmo agora, em novos rumos de vida. E mais: A nova ‘e decisiva’ decisão da Justiça no caso Adélio Bispo. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: Folha de SP)

