Bastidores: Gilmar Mendes cobra Lula em meio à crise do STF

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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), procurou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na manhã de terça-feira (1º) para tratar da crise envolvendo a Polícia Federal e integrantes do governo e do próprio Supremo.

Segundo reportagem da Folha de SP, Gilmar manifestou preocupação com o que vem classificando, em conversas, como ‘falta de respaldo’ das instituições do governo à cúpula da PF.

A avaliação ocorreu após mensagens reveladas de Vorcaro citando o chefe da PF, Andrei Rodrigues.

Na conversa com Lula, Gilmar teria argumentado que uma eventual intervenção indevida de um ministro do Supremo sobre o trabalho da Polícia Federal não deveria ser tratada apenas como uma questão interna do tribunal. Na avaliação atribuída ao ministro, o governo também estaria diretamente envolvido no problema.

Gilmar teria procurado o petista depois de participar de um café que reuniu ministros do STF e Andrei Rodrigues. Integrantes da cúpula da PF, segundo o veículo, avaliam que a Advocacia-Geral da União (AGU) tem sido ‘omissa’ diante dos desdobramentos.




Ainda de acordo com relatos sobre a conversa com Lula, Gilmar apontou uma suposta falta de coordenação entre a PF, a AGU e o Ministério da Justiça. Os dois últimos órgãos são comandados, respectivamente, pelos ministros Jorge Messias e Wellington César Lima e Silva.

O conflito entre a PF e a AGU é mais um desdobramento de uma disputa que se intensificou nos últimos meses. A origem do embate está nas cobranças feitas pela Polícia Federal para que a Advocacia-Geral da União atuasse no Supremo com o objetivo de limitar o controle exercido pelo ministro Dias Toffoli sobre inquéritos que estavam sob sua relatoria.




A AGU, que representa juridicamente a União, tem adotado posição contrária a esse tipo de atuação. Até o momento, Lula tem respaldado o entendimento da Advocacia-Geral, segundo o qual o governo não deveria ser envolvido em uma crise considerada alheia às suas atribuições.

Outro argumento utilizado é o de que a iniciativa deveria partir do Ministério Público. Uma eventual participação direta do governo poderia, nesse contexto, gerar acusações de tentativa de interferência entre Poderes.




Diante do impasse, Jorge Messias tentou construir uma saída negociada. Em agosto, ele articulou uma reunião entre André Mendonça e Wellington Lima e Silva. Andrei Rodrigues não participou do encontro.

Na noite de segunda-feira (31), o ministro da Justiça voltou a se reunir com Mendonça. Mais uma vez, o diretor-geral da Polícia Federal não esteve presente.




No mesmo dia em que conversou com Gilmar, Lula também recebeu o presidente do STF, Edson Fachin. Segundo relatos, os dois discutiram a crise instalada entre ministros da Corte, e o atual chefe do Executivo teria consultado Fachin sobre a situação. E mais: Grave: Vorcaro diz que sofreu tortura psicológica e ameaças para não deletar. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Folha de SP)

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