O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou nessa quarta-feira (25) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisa intensificar a ‘construção de alianças’ no campo do centro à direita para ganhar musculatura na corrida ao Palácio do Planalto.
A iniciativa se assemelha à tal ‘frente ampla’ de Lula em 2022, quando o petista reuniu diversos partidos de centro em torno de sua candidatura, resultando em alianças com o PSB, de Kassab, União Brasil, entre outros.
De acordo com Valdemar, as conversas iniciais de Flávio ficaram restritas ao União Brasil e ao Progressistas (PP). Paralelamente, o próprio dirigente do PL buscou ampliar o diálogo e procurou, na semana passada, a presidente do Podemos, a deputada federal Renata Abreu.
“Flávio já conversou com o União e com o PP, mas precisa ampliar isso. Temos que trazer o máximo de gente possível, gente que pense como a gente, do centro para a direita”, declarou Valdemar a jornalistas após reunião com deputados e senadores do partido.
O dirigente também comentou o contato com o Republicanos, legenda comandada pelo deputado federal Marcos Pereira (SP) e que abriga o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Segundo ele, o diálogo ainda não avançou para uma negociação formal. “Nós falamos (com o Republicanos), mas ainda não houve uma conversa formal. Precisamos sentar (para conversar), porque o Marcos dá um baile na gente”, admitiu.
O clima interno no PL ganhou fôlego com a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira. O levantamento apontou, pela primeira vez, empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O senador aparece com 46,3% das intenções de voto, acima dos 44,9% registrados em janeiro, enquanto Lula soma 46,2%, após marcar 49,2% no levantamento anterior.
“No começo, muitos se surpreenderam com a escolha do Bolsonaro, mas hoje todo mundo está vendo que isso está caminhando de vento em popa. Isso animou o grupo”, afirmou Valdemar.
A pesquisa também mediu rejeição e mostrou Lula com índice de 48,2%, levemente acima dos 46,4% atribuídos a Flávio. O levantamento ouviu 4.986 eleitores entre os dias 19 e 24 de fevereiro, por meio de recrutamento digital.
A margem de erro é de 1 ponto percentual, com 95% de nível de confiança. O estudo foi custeado pelo próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07600/2026. E mais: Hoje: CPMI do INSS pode votar quebra de sigilo de Lulinha e Vorcaro; Saiba detalhes (Foto: reprodução; Fonte: CNN)

