Fim da escala 6×1? Preço dos remédios vai subir, revela setor

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O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, afirmou que a proposta de redução da jornada de trabalho em discussão no Congresso pode provocar aumento no preço dos medicamentos e diminuir os descontos oferecidos atualmente pelas farmácias.

A declaração foi feita durante audiência pública realizada no Senado na quarta-feira (1º), que reuniu representantes do governo Lula, parlamentares, entidades empresariais e centrais sindicais para debater os possíveis efeitos econômicos e sociais da medida.

Segundo Mussolini, a mudança teria impacto direto sobre os custos do setor e acabaria sendo sentida pelo consumidor final. “Hoje, quando nós vamos para a farmácia, a gente vê muitos descontos, esses descontos diminuirão e a inflação de medicamentos crescerá e a inflação no bolso da população brasileira crescerá”, afirmou.

Na avaliação do dirigente, a proposta possui potencial para gerar aumento da inflação, uma vez que as empresas poderiam precisar absorver custos maiores para manter a operação.

“Eu não tenho a mínima dúvida que esta PEC é inflacionária”, declarou. Para ele, o aumento das despesas decorrente da redução da carga horária acabaria sendo transferido aos consumidores.

Mussolini também afirmou que o avanço da inflação compromete diretamente o poder de compra dos trabalhadores. “Quem paga a conta no final do dia é a sociedade. Um pouco de inflação é o pior imposto que existe para o trabalhador”, disse.

Durante a audiência, representantes dos setores industrial, comercial e de transportes também demonstraram preocupação com possíveis efeitos da proposta, argumentando que a medida pode elevar custos operacionais, reduzir a competitividade e gerar desafios para atividades que exigem funcionamento contínuo.

Por outro lado, representantes dos trabalhadores defenderam a redução da jornada, argumentando que a medida pode trazer benefícios relacionados à qualidade de vida, à saúde física e mental dos empregados, além de poder ser implementada sem comprometer as atividades econômicas, desde que haja ajustes na organização das escalas.

A PEC 221/2019 propõe a redução da jornada semanal máxima de trabalho de 44 para 40 horas, sem corte salarial, além da ampliação do período de descanso semanal.

O texto em análise não prevê fechamento do comércio ou suspensão de atividades nos fins de semana. Caso a proposta seja aprovada, caberá às empresas adaptar suas escalas e rotinas para atender aos novos limites estabelecidos na legislação. E mais: Garotinho nega presença de Flávio Bolsonaro em vídeo de festa de Vorcaro. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Congresso em Foco)

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