Agora: Casas Bahia avalia pedir recuperação judicial

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A Casas Bahia informou neste domingo (16/8) que estuda novas alternativas para renegociar suas dívidas com credores, incluindo a possibilidade de recorrer novamente à recuperação extrajudicial ou até mesmo ingressar com um pedido de recuperação judicial.

A sinalização foi feita pela companhia na divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026. A dívida líquida da varejista chegou a R$ 1,2 bilhão no período encerrado em junho.

“Dentre as medidas avalias pela companhia e passíveis de potencial implementação estão medidas de reorganização formal de seus passivos e obrigações, incluindo possível nova recuperação extrajudicial ou recuperação judicial”, informou a empresa.

O balanço também revelou a dimensão das dificuldades financeiras enfrentadas pela companhia. A Casas Bahia registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões entre abril e junho, ante uma perda de R$ 555 milhões no mesmo trimestre de 2025.

Com o resultado, o patrimônio líquido da varejista passou a ficar negativo em R$ 8,1 bilhões. Segundo a empresa, o prejuízo foi influenciado principalmente por uma baixa de R$ 5,7 bilhões relacionada a imposto de renda diferido, ágio, revisões de contratos, reorganização de pessoal e encerramento de unidades.

Como parte do processo de redução de custos, a Casas Bahia já fechou 298 lojas. A companhia afirma que pretende adequar sua estrutura física ao tamanho considerado mais eficiente para o atual cenário, concentrando esforços nos canais e operações com maior capacidade de geração de retorno.

“Até a data de autorização destas informações financeiras intermediárias, a Companhia concluiu o fechamento de 298 lojas, selecionadas considerando, entre outros fatores, seu desempenho operacional, necessidade de capital empregado e retorno econômico diante do atual custo de capital”, informou a empresa.

A estratégia também envolve mudanças no comércio eletrônico. A varejista afirmou que está reavaliando seus canais digitais para privilegiar rentabilidade, geração de caixa e retorno sobre o capital investido, em vez de buscar simplesmente ampliar o volume de vendas em operações ou categorias com baixo retorno.

A companhia também iniciou uma revisão dos estoques. A intenção é ajustar a quantidade e variedade de produtos disponíveis e reduzir o volume de compras, com o objetivo de liberar capital de giro e diminuir a necessidade de recursos empregados na operação.

O resultado divulgado neste domingo representa o oitavo trimestre consecutivo de prejuízo da Casas Bahia. A sequência negativa se intensificou desde o segundo trimestre de 2024, última ocasião em que a empresa registrou lucro e período em que também iniciou um processo de recuperação extrajudicial.

Nos trimestres seguintes, as perdas passaram de centenas de milhões de reais para valores superiores a R$ 1 bilhão, evidenciando o agravamento da situação financeira da varejista.

A pressão sobre o setor também aparece nos resultados recentes de outras grandes redes. O Magazine Luiza registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 50,4 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 1,8 milhão registrado um ano antes.

A Renner, por sua vez, informou que não deverá alcançar a meta de vendas estabelecida para 2026, enquanto os resultados apresentados pela C&A ficaram abaixo das expectativas de analistas. E mais: Marçal registra candidatura à Presidência após liminar. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Folha de SP)

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