Eleições barram nomes históricos do PT

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As eleições de 2026 impuseram uma série de derrotas a nomes que fizeram parte dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre ex-ministros que deixaram a Esplanada para disputar cargos eletivos e outros que já haviam deixado o governo anteriormente, diversos candidatos não conseguiram retornar à vida pública por meio das urnas.

Entre os integrantes da equipe de Lula que disputaram o pleito, estavam nomes que buscaram vagas no Senado, na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas e nos governos estaduais. O resultado foi dividido entre eleitos e derrotados.

Na corrida pelo Senado, sete ex-ministros de Lula colocaram seus nomes à disposição dos eleitores. André Fufuca (Esportes) e Rui Costa (Casa Civil) conseguiram conquistar uma cadeira.

Já Celso Sabino (Turismo), Carlos Fávaro (Agricultura), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) não obtiveram votação suficiente para serem eleitos.

Em São Paulo, Marina Silva e Simone Tebet ficaram atrás dos candidatos Derrite (PL) e André do Prado na disputa pelas duas vagas ao Senado. Gleisi Hoffmann, por sua vez, foi superada por Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).

A presença de ex-integrantes do governo também foi registrada na disputa pela Câmara. Anielle Franco (Igualdade Racial), Jader Filho (Cidades), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas) conseguiram se eleger.

Em Minas Gerais, a ex-ministra da Cidadania Macaé Evaristo concorreu a uma cadeira na Assembleia Legislativa. O resultado ainda dependia da conclusão da totalização naquele momento.

A relação de ex-ministros que participaram da eleição, porém, vai além daqueles que deixaram a Esplanada neste ano. Também entraram na disputa políticos que ocuparam ministérios durante o atual governo, mas saíram dos cargos em diferentes momentos dos últimos quatro anos.

É o caso de Paulo Pimenta, ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social, que tentou uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Sul, mas não foi eleito. Juscelino Filho, que comandou o Ministério das Comunicações e atualmente é deputado federal, conseguiu renovar o mandato.

Já Daniela Carneiro, que esteve à frente do Ministério do Turismo e também era deputada federal, não conseguiu a reeleição. No Rio de Janeiro, a ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, substituída por Alexandre Padilha em fevereiro de 2025, foi eleita para a Câmara dos Deputados.

A disputa pelos governos estaduais também teve nomes conhecidos da gestão Lula. Em São Paulo, Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, e Márcio França, ex-ministro do Empreendedorismo, concorreram na mesma chapa. Os dois, porém, foram derrotados no primeiro turno pelo governador Tarcísio de Freitas.

Em Alagoas, o ex-ministro dos Transportes Renan Filho também não conseguiu permanecer no comando do Estado. Ele foi derrotado por João Henrique Caldas, o JHC (PSDB).

Os resultados fazem parte de um cenário mais amplo das eleições de 2026, que definiram os novos representantes para o Congresso e os governos estaduais.

A Justiça Eleitoral disponibiliza a totalização oficial dos votos por Estado, município e cargo por meio de sua plataforma de resultados. E mais: Banco do Brasil divulga antecipação do 13º em mensagem com número associado a Lula. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)

 

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