Daniel Noboa, presidente do Equador, sofre atentado

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A comitiva do presidente equatoriano Daniel Noboa foi alvo de um violento ataque nesta terça-feira (8), em um episódio que o governo classificou como uma “tentativa de assassinato”. O incidente ocorreu na província de Cañar, a cerca de 400 quilômetros de Quito, e terminou com cinco pessoas presas.

Noboa estava a caminho de um evento em que anunciaria a construção de uma estação de tratamento avaliada em US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 24 milhões). A agenda também incluía a entrega de uma obra de esgoto em Sigsihuayco e a assinatura de um acordo de financiamento para o sistema de esgoto de Quilloac.

Segundo a ministra de Energia, María Manzano, o carro presidencial foi cercado por aproximadamente 500 pessoas no momento da chegada ao local.

“Disparar contra o carro do presidente, jogar pedras, danificar patrimônio do Estado, isso é crime e não vamos permitir isso”, declarou Manzano à imprensa equatoriana.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram pedras sendo arremessadas contra os veículos oficiais, um deles com os vidros completamente destruídos e a lataria amassada. O automóvel que transportava Noboa também apresentou marcas de tiros, mas o presidente saiu ileso, segundo nota oficial.

O governo afirmou que os ataques colocaram civis em risco e que os responsáveis serão processados por terrorismo e tentativa de homicídio.

“Seguindo ordens de radicalização, eles atacaram uma comitiva presidencial que transportava civis. Tentaram impedir à força a execução de um projeto que visava melhorar a vida de uma comunidade”, diz o comunicado oficial.

O episódio ocorre em meio a fortes tensões sociais no país, após a decisão de Noboa de encerrar o subsídio aos combustíveis, o que fez o preço do diesel subir de US$ 1,80 para US$ 2,80 por galão (de cerca de R$ 9,60 para R$ 15).

A medida provocou protestos e bloqueios de estradas, além da convocação de uma greve geral para a próxima semana. O governo decretou estado de exceção em diversas províncias, mas ainda não há confirmação se o ataque tem ligação direta com as manifestações. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)

 

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