Eduardo e Figueiredo entram na mira do MPF; Saiba detalhes

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nessa quinta-feira (12) o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo por suposto crime de ‘coação’, relacionado às sanções impostas pelos Estados Unidos a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Brasil.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os acusados teriam buscado “incitar autoridades estrangeiras, em especial o chefe de Estado norte-americano, a empregarem sanções comerciais em desfavor do Brasil”.

De acordo com o órgão, o objetivo era “coagir o Judiciário nacional e influenciar a tramitação de ações penais de interesse do grupo criminoso”.

Em julho de 2025, o governo norte-americano aplicou uma sobretaxa de 50% sobre a importação de produtos brasileiros. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump em carta a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não teria caráter econômico, mas sim político, em razão de processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, definidos por Trump como “vergonha internacional”.

Na ocasião, Eduardo Bolsonaro criticou Lula e afirmou que o país estaria sendo visto como uma ditadura. A sobretaxa foi revogada em novembro do mesmo ano.

O MPF também cita sanções aplicadas pelos EUA a ministros do STF. Em julho de 2025, vistos de integrantes da Corte foram cancelados, sendo que apenas Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques não foram afetados.

Alexandre de Moraes foi incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, medida que restringia relações comerciais com empresas americanas, incluindo contas bancárias e serviços on-line.

A punição também alcançou a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, seu escritório de advocacia e o Instituto Lex, mas todas as sanções foram revogadas em dezembro.

No mesmo mês, Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato de deputado federal, após decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), devido a faltas injustificadas.

Jair Bolsonaro, mencionado por Trump na imposição das tarifas, cumpre atualmente 27 anos de prisão no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, parte do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha, por suposta trama golpista. (Foto: reprodução; Fonte: Oeste)

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