Eduardo Bolsonaro e Figueiredo se manifestam após Trump anunciar encontro com Lula

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Após o anúncio de Donald Trump sobre o encontro rápido que teve com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou em suas redes sociais que a postura do republicano não foi surpresa e confirma a “genialidade” de Trump como negociador.

“Para quem conhece as estratégias de negociação de Donald Trump, nada do que aconteceu foi surpresa. Ele fez exatamente o que sempre praticou: elevou a tensão, aplicou pressão e, em seguida, reposicionou-se com ainda mais força à mesa de negociações”, escreveu Eduardo no X.

Segundo ele, o encontro ocorreu entre os discursos dos dois presidentes, e Trump anunciou publicamente que marcou uma reunião com Lula para a próxima semana, sem divulgar mais detalhes.

Durante seu discurso na ONU, Trump afirmou que houve “excelente química” entre os dois líderes. “Eu só faço negócios com pessoas que eu gosto. E eu gostei dele, e ele de mim. Por pelo menos 30 segundos tivemos uma química excelente, isso é um bom sinal”, destacou o presidente americano, ressaltando o tom positivo do breve contato.

Para Eduardo Bolsonaro, a postura de Trump reforça que Lula agora terá que aproveitar a oportunidade, embora esteja em uma posição difícil.

“Sua postura reafirma, mais uma vez, sua genialidade como negociador. Ele entra na mesa quando quer, da forma que quer e na posição que quer. Enquanto isso, outros líderes, como Lula, assistem impotentes, sem qualquer capacidade real de influenciar o jogo global. Na verdade, Lula agora é que está na obrigação de aproveitar a rara oportunidade de sentar-se com Trump e com a difícil missão de extrair algo de positivo nesta mesa”, escreveu o deputado.

O parlamentar ainda acrescentou que Trump deixou claro que o Brasil depende dos Estados Unidos: “Ao final, Trump ainda arrebatou que sem os EUA o Brasil vai mal. Ou seja, não há para onde correr, o Brasil precisa dos EUA, reconheça isto ou não. Entende porque confiamos na anistia ampla, geral e irrestrita?”

O comentarista Paulo Figueiredo, que atua ao lado de Eduardo junto ao governo americano para medidas contra o Brasil, também elogiou Trump no X.

Segundo ele, o presidente dos EUA usou a ONU para reforçar sua mensagem política: “Trump é realmente um gênio. Ele denuncia a ditadura brasileira e a invasão da jurisdição americana bem na ONU. Em seguida, diz que gosta do Lula, que o chamou para conversar e complementa dizendo que o Brasil vai continuar indo mal exceto se estiver ao lado dos EUA. Deixou o presidente brasileiro numa situação impossível: ter que ir para a mesa de negociação ouvir verdades e negociar algo que não tem como cumprir. Entenderam que a anistia será ampla, geral e irrestrita?”

Figueiredo detalhou ainda que a fala de Trump complicou o cenário político para Lula: “Àqueles que não fizeram o mobral de negociação: se querem analisar se a fala foi boa ou ruim para Lula, vejam quais são as possibilidades que o presidente brasileiro tem agora, na nova posição em que se encontra. Terá que encontrar Trump. Tem a obrigação de voltar com alguma vitória. Ouvirá sobre a situação do Brasil com fatos incontestáveis da boca do Trump (como foi o caso da África do Sul). Terá que dizer ao presidente americano que o judiciário brasileiro é independente, que Bolsonaro era uma ameaça à democracia e que o Brasil quase teve um golpe no 8 de janeiro. Só que estas mesmas narrativas foram criadas para e usadas contra o próprio Trump por anos. E aí? Vai explicar que disse que se Trump estivesse no Brasil também seria preso pelo 8 de janeiro? Que Trump era a nova face do nazismo? Quando disser que não pode fazer nada, será cobrado sobre o projeto de anistia. E aí?”

Ele completou ainda destacando a estratégia global de Trump: “Todos os dias Trump elogia líderes do mundo inteiro como o da Índia, China, Rússia. E coloca mais tarifas até que façam o que ele quer. Mas tudo com muito amor e carinho.”

 

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