O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) acionou a polícia americana nessa sexta-feira (17) depois de relatar ter se sentido ameaçado em frente à sua residência no Texas. Segundo ele, dois homens em um carro preto com insulfilm estavam observando a casa.
O parlamentar contou que tanto o motorista quanto o passageiro, ambos usando óculos escuros, ficavam olhando a residência e mexendo nos celulares de forma considerada “estranha”. Ao se afastar, o veículo teria feito uma manobra de retorno, em vez de seguir seu caminho, levantando suspeitas.
Eduardo conseguiu fotografar o carro e divulgou a imagem da placa em uma rede social, acompanhada do relato do ocorrido. Ele destacou que, caso os homens fossem espiões de uma autoridade estrangeira, poderiam ter cometido crime segundo a legislação dos Estados Unidos. Horas depois, já na madrugada de sábado, a postagem foi removida.
E veja também!
INSS suspende empréstimos consignados de quatro bancos
Trump recebe Andrea Bocelli na Casa Branca
Michelle desabafa após aniversário de 15 anos de Laurinha: “que dor no coração”
O deputado vive nos Estados Unidos desde março deste ano, período em que se envolveu em articulações junto a autoridades do governo de Donald Trump para a aplicação de sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Veja a publicação de Eduardo.
“Ontem, minha esposa viu um carro em uma postura incomum, quando eu não estava em casa. Ela ficou com muito medo e eu voltei às pressas para casa. Graças a Deus, depois de apuração detalhada, constatamos que não era uma ameaça a nossa família.
Contudo, isso me faz pensar na extensão do mal que o regime de exceção fez e faz na minha família. Minha esposa é uma boa pessoa, nunca fez mal a ninguém, não merece viver em estado perpétuo de medo e apreensão. Ela não merece viver desconfiando de cada detalhe incomum e não corriqueiro de sua rotina. Essa é um lado de minha vida que não exponho em público, mas que marcará para sempre minha família.
Minha esposa perdeu o direito de ter paz de espírito, de viver sem preocupações com tiranos e seus jagunços, pois está sempre com medo da maldade que o regime de exceção é capaz de fazer. Esse tipo de coisa muda para sempre a vida de uma pessoa. Eu só posso tentar mitigar isso, como homem e marido dela, mas, infelizmente, jamais irei conseguir sarar essa ferida na alma dela.
Foi negado a ela ter uma vida normal, o regime de exceção brasileiro lhe tirou isso pelo o resto da vida. Mas vocês irão pagar por esse e todos os demais crimes e crueldade que cometeram.”
