Economista que acertou 3 últimos campeões da Copa crava vencedor de 2026

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O sonho do hexacampeonato segue vivo entre os brasileiros desde a conquista do penta, em 2002. A cada Copa do Mundo, renasce a esperança de ver a Seleção voltar ao topo do futebol mundial e conquistar a tão sonhada sexta estrela.

Passadas mais de duas décadas, porém, o título continua escapando. Mesmo após gerações de grandes jogadores e campanhas cercadas de expectativa, o Brasil acumula eliminações dolorosas e vê o jejum aumentar. Com a Copa de 2026 no horizonte, a torcida volta a acreditar. Mas, segundo uma nova projeção matemática, o hexa ainda terá de esperar.

Isso porque o economista alemão Joachim Klement voltou a chamar atenção às vésperas da Copa do Mundo de 2026 ao divulgar uma nova projeção para o torneio. Conhecido por ter acertado os campeões das três últimas edições do Mundial (2022, 2018 e 2014) por meio de um modelo matemático, ele acredita que a seleção dos Países Baixos – a Holanda – conquistará seu primeiro título mundial.

Curiosamente, o método criado por Klement não surgiu para demonstrar a eficácia das previsões estatísticas, mas justamente para questioná-las. Em entrevista à BBC, ele explicou que começou a testar o modelo durante a Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil.

“Tudo começou como um exercício para mostrar ao mundo a arrogância dos economistas, que acham que podem prever fatos sobre os quais não têm nenhuma indicação”, afirmou. Apesar da intenção inicial, os resultados acabaram surpreendendo o próprio criador.

“Agora, isso passou a ser uma demonstração de como, se você tiver sorte várias vezes, as pessoas irão achar que você é um guru”, acrescentou, indicando que o modelo pode ser quebrado.

Mesmo com o histórico de acertos, Klement faz questão de destacar que não considera suas projeções infalíveis. Segundo ele, fatores aleatórios continuam tendo enorme peso no futebol, motivo pelo qual recomenda cautela a torcedores e apostadores.

De acordo com a simulação, o Brasil avançaria em primeiro lugar na fase de grupos, mas teria uma despedida precoce ao ser derrotado pelo Japão logo na etapa seguinte do torneio, antes até das oitavas-de-final, já que desta vez existe uma fase anterior. Outras seleções sul-americanas também não fariam campanhas longas: Equador, Colômbia e Uruguai seriam eliminados por Senegal, Croácia e Argentina, respectivamente.

Nas fases decisivas, a previsão aponta um confronto entre Holanda e Espanha em uma das semifinais. Do outro lado da chave, Portugal enfrentaria a Inglaterra após eliminar a Argentina nas quartas de final.

A decisão do Mundial, segundo o modelo, colocaria frente a frente portugueses e holandeses, com os Países Baixos levantando a taça pela primeira vez em sua história.

Klement afirma que seu método leva em consideração fatores estruturais, como população, nível de riqueza, condições climáticas e a posição das seleções no ranking da Fifa. Ainda assim, ele reconhece que esses elementos explicam apenas parte dos resultados.

“Os outros 50% são sorte”, disse. “Cada partida, especialmente quando há seleções de alto nível jogando umas contra as outras, muito parecidas em habilidade e qualidade, depende realmente da forma no dia, de uma decisão do árbitro, de um lance de sorte, no sentido de acertar a trave ou a bola entrar.”

Atualmente, o economista atua como estrategista no banco de investimentos Panmure Liberum, em Londres. Em tom descontraído, ele revelou que alguns colegas chegaram a apostar dinheiro com base em suas previsões e brincou sobre as consequências de um eventual fracasso do modelo.

“Se a Holanda for eliminada da Copa do Mundo, acho que no dia seguinte vou ter que trabalhar de casa”, afirmou. (Foto: CBF)

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