A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados divulgados pelo IBGE por meio da Pnad Contínua. O índice representa avanço em relação aos 5,4% registrados até janeiro.
O número de ocupados no país somou 102,1 milhões de pessoas, com retração de 0,6% frente ao trimestre anterior, o que representa cerca de 600 mil postos a menos. Ainda assim, no comparativo anual, houve crescimento de 1,5%, equivalente a mais 1,5 milhão de trabalhadores.
Já o nível de ocupação — proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar — caiu para 58,4%, abaixo dos 58,7% observados anteriormente.
Por outro lado, o rendimento médio real dos trabalhadores avançou. O valor habitual chegou a R$ 3.679, alta de 2% no trimestre e de 5,2% em relação ao ano anterior. A massa de rendimentos também cresceu, alcançando R$ 371,1 bilhões — aumento de 6,9% no período anual.
A taxa de informalidade recuou para 37,5%, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores. O número de empregados com carteira assinada permaneceu estável em 39,2 milhões, enquanto os trabalhadores sem carteira no setor privado diminuíram no trimestre, totalizando 13,3 milhões.
Entre os autônomos, o contingente chegou a 26,1 milhões, com estabilidade no curto prazo e crescimento de 3,2% no ano. Já o número de trabalhadores domésticos, estimado em 5,5 milhões, não apresentou variações relevantes. (Foto: EBC; Fonte: UOL)

