O Partido Liberal (PL) trabalha com projeções ambiciosas para as eleições de 2026 e aposta em um crescimento expressivo de sua presença no Congresso Nacional.
De acordo com informações apuradas pela analista de Política Isabel Mega, no programa CNN Novo Dia, a legenda estima eleger entre 100 e 115 deputados federais, além de conquistar de 20 a 25 cadeiras no Senado.
Para alcançar esses números, a direção do partido pretende utilizar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República como um dos principais motores de mobilização interna. A avaliação é que a disputa nacional pode servir como catalisador para fortalecer as campanhas proporcionais e engajar a militância nos estados.
Nesse contexto, o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao projeto presidencial do filho é considerado estratégico. Segundo a analista, “a validação da candidatura pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é vista como um elemento importante para animar as bases do partido”.
Apesar do otimismo, o PL reconhece obstáculos regionais. Em São Paulo, por exemplo, a sigla não deverá contar com nomes tradicionalmente fortes na captação de votos, como Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, o que exige uma reorganização das chapas proporcionais.
Já em Minas Gerais, o deputado Nikolas Ferreira, que chegou a sinalizar interesse em concorrer a outro cargo, tende a disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados. A decisão segue uma orientação direta do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, que avalia a manutenção do parlamentar como estratégica para o desempenho da legenda no estado.
No Senado, o objetivo central do PL é formar uma maioria capaz de exercer maior influência institucional. A meta é alcançar um número de cadeiras que permita ao partido ter protagonismo em eventuais processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

