Os partidos que declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais poderão reunir 286 deputados federais e 50 senadores a partir de 2027.
A soma considera as bancadas do PL, União Brasil, Progressistas, Republicanos, Novo e Podemos, que anunciaram apoio ao candidato na última semana.
O contingente representa a força parlamentar potencial de um eventual governo Flávio, caso o senador vença o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação marcada para 25 de outubro de 2026.
Apesar das adesões partidárias, as legendas negam publicamente que estejam negociando cargos ou acordos para a composição de uma futura administração, embora já existam nomes cotados para ocupar funções no governo.
Nos últimos dias, Flávio voltou a mencionar propostas de mudanças na Constituição. Em 7 de outubro, afirmou que pretende apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para promover uma reforma do Judiciário, reduzir a maioridade penal e acabar com a reeleição, começando pelo próprio mandato presidencial, caso seja eleito.
“Qualquer coisa eaém disso é especulação”, afirmou o senador.
Para aprovar uma PEC na Câmara dos Deputados, são necessários pelo menos 308 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 513 parlamentares. Com os 286 deputados vinculados aos seis partidos que apoiam sua candidatura, Flávio precisaria conquistar outros 22 votos para atingir o mínimo exigido.
A soma das bancadas, entretanto, não representa uma garantia de apoio automático ao Executivo. Parlamentares de partidos que integram a base potencial poderão divergir do governo e votar contra propostas específicas. Por isso, a articulação política será determinante para transformar o apoio eleitoral em maioria efetiva nas votações.
A diferença de 22 votos poderá ser buscada entre as demais legendas representadas na Câmara. Nesse cenário, eventuais negociações com partidos de fora da aliança formal serão importantes para viabilizar mudanças constitucionais.
Além dos acordos anunciados pelas direções nacionais, articulações regionais também podem influenciar a composição de uma eventual base governista. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), trabalha para aproximar de Flávio diretórios estaduais do MDB em 15 unidades da Federação.
O partido elegeu 36 deputados federais, e a expectativa mencionada é de que metade dessa bancada possa apoiar um eventual governo do senador. Se a adesão se concretizar, parte da distância necessária para alcançar os 308 votos seria reduzida. Ainda assim, a possibilidade de divergências entre os parlamentares permaneceria.
Outro apoio relevante veio do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), candidato derrotado à Presidência em 2026. Embora o PSD tenha adotado uma posição de neutralidade partidária, o grupo político ligado a Caiado tende a se aproximar do senador.
Essas movimentações indicam que a formação de uma base governista poderá ir além dos partidos que formalizaram apoio no segundo turno. Governadores, prefeitos, dirigentes estaduais e líderes das bancadas também poderão exercer influência sobre o posicionamento dos parlamentares.
No Senado Federal, a distribuição das bancadas apresenta um quadro diferente. Das 81 cadeiras que comporão a Casa em 2027, 50 serão ocupadas por representantes do PL, União Brasil, Progressistas, Novo, Republicanos e Podemos.
O número supera os 49 votos necessários para aprovar uma emenda constitucional no Senado, onde também é exigido o apoio de três quintos dos integrantes da Casa. Assim como na Câmara, porém, a quantidade de parlamentares dessas legendas não significa que todos votarão de forma alinhada em todas as propostas.
A margem é ainda menor quando o assunto é o eventual afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para aprovar o impeachment de um ministro da Corte, são necessários 54 votos favoráveis, o equivalente a dois terços dos 81 senadores.
Nesse caso, os partidos que apoiam Flávio somariam quatro votos a menos do que o necessário, considerando o tamanho de suas bancadas. E mais: Alcolumbre marca votação do fim da escala 6×1. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Poder360)

