Brasil tem um novo bilionário; Saiba quem e o que faz

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O fundador da fintech brasileira Agi Inc., dona do Agibank, Marciano Testa, passou a integrar a lista de bilionários nesta quarta-feira, apesar de um início instável da empresa na New York Stock Exchange (NYSE).

No primeiro pregão, os papéis da companhia recuaram cerca de 10%, reflexo de ajustes feitos de última hora no preço e no volume de ações ofertadas ao mercado.

Ainda assim, a fatia de 63% mantida por Testa no capital do Agibank foi avaliada em aproximadamente US$ 1,1 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 5,7 bilhões, considerando o valor de fechamento das ações, cotadas a US$ 10,75.

Antes dessa operação, o último grande IPO de uma empresa brasileira nos Estados Unidos havia sido o do Nubank, por meio da Nu Holdings, liderada por David Vélez. De acordo com o Bloomberg Billionaires Index, Vélez possui patrimônio estimado em US$ 17 bilhões, concentrado majoritariamente em sua participação no banco digital.

A abertura de capital reduziu a participação acionária de Marciano Testa, mas não alterou seu domínio sobre a companhia. Suas ações pertencem à classe B, que concede maior poder de voto, garantindo cerca de 95% dos direitos de decisão.

Esses papéis não são negociados em Bolsa, mas podem ser convertidos em ações ordinárias, o que permitiria a venda no mercado sem perda do controle do negócio.

O Agibank avalia uma listagem nos Estados Unidos desde pelo menos 2019. Antes disso, chegou a tentar abrir capital na B3, mas a operação não avançou. O modelo da fintech aposta em uma combinação entre serviços digitais e presença física, com mais de mil “smart hubs” espalhados pelo Brasil. Em setembro, a empresa contabilizava mais de 6,4 milhões de clientes ativos.

A trajetória de Marciano Testa é marcada por empreendedorismo desde cedo. Filho de imigrantes italianos, cresceu ao lado de cinco irmãos e aprendeu a falar italiano antes mesmo do português, conforme relatou o portal Money Times.

Ainda criança, aos oito anos, ajudava a vender bolos feitos pela mãe. Aos 14, conseguiu seu primeiro emprego na Tramontina, indicado por um cliente da jardinagem que era professor do Senai.

Aos 17 anos, abriu sua própria empresa no setor de confecção enquanto cursava administração em Caxias do Sul. O negócio chegou a ter duas lojas, mas não prosperou. Na sequência, investiu na MMC Alimentos, uma distribuidora, e passou a enxergar oportunidades no mercado de crédito consignado.

Com apenas 23 anos, fundou a Agiplan, uma plataforma voltada à intermediação de crédito entre correspondentes e instituições financeiras. Após a regulamentação do consignado, a fintech chegou a movimentar cerca de R$ 550 milhões por mês entre 2007 e 2010, segundo o Money Times.

Atualmente, o principal foco de atuação do Agibank é o crédito consignado destinado a aposentados, modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente dos benefícios pagos pelo INSS. (Foto: reprodução; Fonte: O Globo)

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