O ritmo da economia brasileira perdeu força no segundo trimestre de 2025. De acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados na terça-feira (7), o país registrou crescimento de apenas 0,4%, o que resultou em uma queda expressiva no ranking mundial de expansão econômica.
Após ocupar a quinta colocação no início do ano, quando havia crescido 1,4%, o Brasil despencou para o 32º lugar entre 55 países que já divulgaram seus resultados, segundo levantamento do economista Alex Agostini, da Austin Rating, agência de classificação de risco. O estudo utiliza dados ajustados sazonalmente, permitindo a comparação entre diferentes economias.
Agostini explica que a desaceleração entre abril e junho está diretamente ligada aos efeitos da política monetária restritiva. “Isso reflete o que a gente chama de ‘voo de galinha’ no Brasil. Fica muito claro que há uma desaceleração da atividade, que sente o efeito da política monetária mais restritiva. Além de toda a preocupação com o futuro da economia por conta das questões fiscais, que gera uma insegurança muito grande por parte dos empresários (e reduz investimentos)”, afirmou o economista.
No primeiro trimestre, o avanço da economia foi impulsionado pelos investimentos e pelo desempenho da agropecuária, mas agora o cenário é outro. A Selic, taxa básica de juros, permanece em 15% ao ano, o que tem limitado o consumo e o crédito.
No comparativo internacional, China e Estados Unidos aparecem em 12º e 15º lugares, com crescimentos de 1,1% e 0,8%, respectivamente. Entre os países da América Latina, o México (0,6%) e a Colômbia (0,5%) registraram avanços um pouco superiores ao do Brasil, enquanto o Chile teve desempenho semelhante, com alta de 0,4% no período. (Foto: Palácio do Planalto)
Ranking das economias que mais cresceram no 2º tri
1. Indonésia: 4,0%
2. Taiwan: 3,1%
3. Malásia: 2,1%
4. Arábia Saudita: 2,1%
5. Tunísia: 1,8%
6. Turquia: 1,6%
7. Filipinas: 1,5%
8. Cingapura: 1,4%
9. Dinamarca: 1,3%
10. Croácia: 1,2%
11. Romênia: 1,2%
12. China: 1,1%
13. Sérvia: 1,1%
14. Israel: 0,9%
15. Estados Unidos: 0,8%
16. Polônia: 0,8%
17. Noruega:0,8%
18. Espanha:0,8%
19. Bulgária: 0,7%
20. Eslovênia: 0,7%
21. Tailândia: 0,6%
22. Portugal:0,6%
23. Estônia0,6%
24. Coreia 0,6%
25. México 0,6%
26. Chipre 0,5%
27. República Tcheca: 0,5%
28. Colômbia: 0,5%
29. Suécia: 0,5%
30. Chile: 0,4%
31. Hong Kong: 0,4% (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: O Globo)

