A economia brasileira deixou o grupo das dez maiores do mundo e passou a ocupar a 11ª colocação no ranking global de Produto Interno Bruto (PIB) medido em dólares.
A mudança confirma estimativas divulgadas desde outubro pelo Fundo Monetário Internacional e ocorre após a Rússia avançar para a nona posição, superando Canadá e o Brasil.
Além do crescimento do PIB brasileiro ter perdido fôlego, outro principal fator para a ascensão russa foi o câmbio. O ranking considera o PIB convertido para dólares, indicador que reflete tanto o desempenho econômico quanto a variação das moedas frente à divisa americana.
Em 2025, o rublo se valorizou, o que elevou o valor do PIB russo quando convertido para a moeda dos Estados Unidos.
No mesmo período, o dólar apresentou tendência de enfraquecimento diante de diversas moedas, em meio à guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump.
A principal mudança esperada no ranking global é a ascensão da Índia, cujo PIB em dólares deve ultrapassar o do Japão, colocando o país asiático como a quarta maior economia do planeta. O avanço reflete o forte crescimento indiano nos últimos anos. Logo abaixo do top 10, Brasil, Itália e Canadá tendem a se alternar nas posições intermediárias do ranking.
Em 2025, o PIB per capita do Brasil foi de US$ 10.578, de acordo com o FMI. Na comparação regional, Argentina e México aparecem à frente do Brasil, enquanto Peru e Colômbia registram renda per capita inferior.
O indicador também evidencia os limites do rápido crescimento de economias como China e Índia. A China ocupa a segunda posição no ranking de PIB em dólares — e já lidera quando se considera a paridade de poder de compra —, mas teve PIB per capita de US$ 13.806 em 2025.
A Índia, apesar de caminhar para se tornar a quarta maior economia do mundo e projetar alcançar a terceira posição antes do fim da década, registra renda média bem menor, de US$ 2.818, nível semelhante ao de países como Angola e Camboja.
Desde 2023, a Índia é o país mais populoso do mundo, com cerca de 1,46 bilhão de habitantes. E mais: Vai acabar? Fim da reeleição avança sob liderança de Flávio Bolsonaro. Clique AQUI para ver. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: O Globo)

