Bolsa dispara influenciada por ascensão de Flávio Bolsonaro em pesquisa

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O Ibovespa renovou seu recorde histórico nesta quarta-feira (21), ultrapassando pela primeira vez a marca dos 171 mil pontos, em um movimento que teve entre seus principais gatilhos a leitura do mercado sobre o cenário eleitoral, especialmente o desempenho recente do senador Flávio Bolsonaro em pesquisas de intenção de voto.

Investidores passaram a incorporar ao preço dos ativos a percepção de maior competitividade da oposição, após levantamentos indicarem redução da vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva em relação a Flávio Bolsonaro. Segundo analistas, esse fator político ajudou a melhorar o humor do mercado local ao longo do dia.



Além do componente eleitoral, o pregão foi sustentado por um ambiente externo mais favorável ao risco. O fortalecimento da tese de realocação global de recursos — com investidores reduzindo exposição aos Estados Unidos e buscando mercados emergentes — beneficiou diretamente o Brasil.

De acordo com o JPMorgan, o país está bem posicionado nesse movimento, o que já resultou em mais de R$ 7,3 bilhões de entrada líquida de capital estrangeiro na Bolsa apenas em janeiro.



A mudança de humor internacional ganhou força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos.

Ao sinalizar negociações sem uso de força militar envolvendo a Groenlândia, Trump reduziu tensões geopolíticas e favoreceu ativos de risco. Mais tarde, ele afirmou ter chegado a um entendimento “preliminar” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, o que levou à suspensão de tarifas que entrariam em vigor contra aliados europeus.



No mercado doméstico, esse contexto se traduziu em queda do dólar e recuo dos juros futuros. O novo recorde do Ibovespa foi reforçado pelo forte desempenho de ações com grande peso no índice. Vale avançou cerca de 3%, Petrobras subiu aproximadamente 4% e os principais bancos registraram ganhos de até 2%, ampliando o impacto positivo no indicador.

Levantamento da Elos Ayta aponta que a alta da Bolsa em janeiro de 2026 tem sido puxada por um grupo concentrado de papéis, como Cogna, TIM, Bradespar, Embraer e Vale. Destas, Bradespar, Vale e Embraer alcançaram máximas históricas recentes, contribuindo para o desempenho recorde do índice.

 

 

 

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