BC decreta liquidação de instituição financeira; Saiba detalhes

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O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., nome atual da antiga Reag Investimentos. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (15) e representa uma das sanções mais severas previstas na legislação do Sistema Financeiro Nacional.

Em nota oficial, o BC informou que a medida “foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”. A autarquia acrescentou que “continuará adotando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais”.

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Segundo o comunicado, o aprofundamento das investigações “poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e ao encaminhamento de comunicações às autoridades competentes”, conforme prevê a legislação.

“Ainda nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição”, destacou o Banco Central.

A liquidação ocorre em meio a investigações que envolvem o fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur. Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos na quarta-feira (14), durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master.

Um dos pontos que chamaram a atenção das autoridades foi a movimentação de um fundo administrado pela Reag que recebeu R$ 450 milhões em uma operação com o Master e multiplicou seu patrimônio em cerca de 30 mil vezes em apenas 20 dias.

O Fundo Brain Cash tinha apenas 20 dias de existência quando recebeu os recursos, oriundos de um empréstimo da instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.



De acordo com as informações apuradas, essa foi a única operação registrada no balanço do fundo no período. Além disso, o veículo possuía apenas um cotista: uma empresa controlada por uma ex-funcionária da própria Reag.

No histórico recente, a empresa de Mansur já havia sido alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada no ano passado, que investiga possíveis conexões entre o PCC, o setor de combustíveis e o mercado financeiro.

Com a decretação da liquidação extrajudicial, a CBSF DTVM deixa de operar normalmente. Um liquidante será nomeado para administrar o processo, preservar ativos, apurar obrigações e conduzir o encerramento das atividades conforme as regras legais.



O Banco Central ressaltou que a adoção dessa medida ocorre quando o regulador avalia que não há condições de recuperação da instituição sem risco ao cumprimento das normas.

A autarquia reforçou que a iniciativa faz parte de um contexto de maior rigor na supervisão do mercado financeiro, diante de episódios recentes que levantaram questionamentos sobre governança, controles internos e aderência às regras prudenciais. E mais: Rodrigo Constantino revela suspeita de novo câncer: ‘abala qualquer um’. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fontes: Times Brasil; Cláudio Dantas)

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