O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu aproximadamente 75 mil litros de cachaça produzidos de forma clandestina na região de Criciúma, em Santa Catarina. De acordo com a pasta, as bebidas eram fabricadas em condições higiênico-sanitárias impróprias, o que representa grave risco à saúde pública.
A operação foi conduzida pela Superintendência de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (SFA-SC) e vistoriou três estabelecimentos. “Dois locais foram autuados e interditados por não possuírem registro junto ao Mapa”, informou o ministério. Já o terceiro foi multado “por produzir em condições inadequadas de higiene”.
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O Mapa alertou que o consumo de bebidas clandestinas pode causar intoxicações, cegueira e até morte, em razão de substâncias tóxicas resultantes de adulterações ou processos de fabricação irregulares. “O risco é real e as consequências podem ser irreversíveis”, destacou o órgão.
O ministério informou ainda que as ações de fiscalização foram reforçadas nos últimos meses, com a chegada de novos servidores, entre eles auditores fiscais federais agropecuários e agentes de atividades agropecuárias.
Refrigerante
Em outro caso, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox-SC) divulgou que não foram encontradas drogas de abuso nas amostras biológicas dos funcionários que passaram mal após beber um refrigerante em Santa Cecília. “A análise do produto é de responsabilidade da Polícia Científica”, informou o órgão.
Na semana passada, a Polícia Civil prendeu uma mulher e o sobrinho dela, suspeitos de envolvimento na intoxicação de 11 servidores do Pronto-Socorro Central. As vítimas apresentaram náuseas, vômitos e tontura após consumirem o refrigerante deixado na unidade de saúde.
Segundo as investigações, o homem preso é funcionário do pronto-socorro, mas estava afastado por denúncias de importunação sexual registradas em boletim de ocorrência no início de outubro.
Todos os alimentos e bebidas consumidos pelas vítimas foram encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina, e o laudo técnico final ainda está em andamento. (Foto: divulgação; Fonte: CNN)

