A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de circulação de todos os lotes do chamado “Xarope da Vovó Isabel”, produto que, segundo o órgão, vinha sendo comercializado de forma irregular e sem registro no órgão.
A decisão, publicada na última sexta-feira (18) no Diário Oficial da União, também proíbe qualquer atividade relacionada ao item, como venda, fabricação, distribuição, uso e importação.
Conhecido também como “Xarope da Vovó”, o produto era encontrado em feiras livres, farmácias, mercados e plataformas online por cerca de R$ 15.
A rotulagem, com visual artesanal, o apresentava como um composto “100% natural”, recomendando que o consumidor “confie na natureza”. As embalagens indicavam o uso para uma série de problemas respiratórios — como bronquite, tosse, resfriado, pneumonia e inflamações na garganta — com a promessa de “limpar o pulmão”.
De acordo com o rótulo, a fórmula inclui ingredientes como cebola branca, mel de jataí, babosa e óleo de copaíba. A orientação de uso era de três colheres de sopa por dia. No entanto, a Anvisa alertou que o produto é fabricado por uma empresa sem autorização legal e fora das normas sanitárias.
“As ações de fiscalização determinadas se aplicam a quaisquer pessoas físicas/jurídicas ou veículos de comunicação que comercializem ou divulguem o produto”, informa o texto da agência.
Na mesma resolução, a Anvisa estendeu a proibição a três outros produtos do Grupo Nutra Nutri: Colágeno + vitamina C, L-treonato de magnésio e Espinheira Santa. Segundo a agência, a empresa responsável também não possui autorização de funcionamento para a produção de medicamentos.
Além disso, um lote da toxina botulínica conhecida como Botox, identificado como L42158, também foi alvo de veto. A Anvisa determinou o recolhimento imediato após a detentora do registro, a Beaufour Ipsen, informar que o lote é falsificado e não reconhecido como legítimo pela empresa. (Foto: EBC; reprodução; Fonte: CNN)
E mais:
Senador americano diz que EUA vão ‘esmagar’ economia do Brasil; saiba o motivo
IBGE publica mapa com erros nas siglas de estados da Amazônia Legal

