Mônica Waldvogel, da GloboNews, defendeu que o Brasil tenha mecanismos institucionais mais rápidos para lidar com crises envolvendo ministros de tribunais superiores.
Durante comentário sobre a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF), ela citou o caso da ministra chilena Ángela Vivanco como exemplo de um procedimento que, segundo sua avaliação, permitiu uma resposta mais rápida diante de suspeitas envolvendo a magistrada.
A jornalista mencionou um artigo publicado pelo cientista político Marcos Melo, da Folha de S.Paulo, sobre o episódio chileno. Segundo Waldvogel, o caso envolveu mensagens entre uma integrante da Suprema Corte e um advogado, com discussões relacionadas a processos e outras questões jurídicas.
No Chile, a Suprema Corte abriu em setembro de 2024 um processo de remoção contra Vivanco e determinou sua suspensão enquanto o procedimento era analisado.
A decisão ocorreu depois da divulgação de mensagens trocadas entre a magistrada e o advogado Luis Hermosilla, investigado no chamado Caso Audios.
Em seu comentário, Waldvogel chamou atenção justamente para a existência de diferentes mecanismos de responsabilização.
Segundo ela, o afastamento poderia ocorrer inicialmente como uma medida administrativa para permitir a investigação, enquanto o Legislativo avaliaria eventual responsabilidade política e as autoridades policiais apurariam a existência de crimes.
“O Código de Ética pode resolver crises graves como essa”, comenta @MonicaWaldvogel sobre a atual crise que envolve o STF e o caso Master.
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— GloboNews (@GloboNews) September 21, 2026
