Disputa pelo ‘1313’ gera quebra-pau interno no PT

direitaonline




Uma disputa interna envolvendo um dos números de urna mais cobiçados do PT abriu uma nova crise dentro do partido no Rio de Janeiro. A escolha do número 1313 para Diego Quaquá, filho do prefeito de Maricá e vice-presidente nacional da sigla, Washington Quaquá (PT-RJ), provocou reação de outros nomes de destaque da legenda.

A decisão de transferir o número, usado anteriormente por Quaquá, para o filho, que preside o diretório estadual do PT e disputará uma eleição pela primeira vez em 2026, desagradou os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Marcelo Freixo (PT-RJ). Os dois, que são pré-candidatos à Câmara dos Deputados, apresentaram uma reclamação formal à Executiva Nacional do partido em 1º de agosto, segundo informações do jornal O Globo.

Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidatos a deputado federal devem utilizar um número composto pelo código do partido, seguido de dois dígitos adicionais. No caso do PT, a sigla utiliza o número 13 como identificação principal, e as duas últimas casas são definidas internamente durante as convenções partidárias.

Números considerados mais fáceis de memorizar costumam gerar disputas entre candidatos da mesma legenda. Entre os critérios tradicionalmente adotados pelos partidos estão a preferência de quem já possui mandato e busca a reeleição, a influência política do candidato e, em alguns casos, sorteio ou ordem de solicitação quando há conflito.

O 1313 é visto como uma combinação estratégica por ser simples de lembrar e estar diretamente associado ao partido. A regra interna do PT estabelece que candidatos que utilizaram determinado número em eleições anteriores têm preferência para mantê-lo.

No entanto, adversários internos de Quaquá questionam a decisão de repassar o número ao filho. Para eles, Diego, por ser estreante em disputas eleitorais, não teria prioridade sobre candidatos com histórico de votação e mandato.

Nas redes sociais, Lindbergh e Freixo divulgaram um vídeo criticando a escolha. Freixo afirmou que a legenda não pode funcionar com lógica de transmissão familiar de poder. “O PT não pode ser conduzido como uma capitania hereditária no Rio de Janeiro”, declarou.

Lindbergh argumentou que a discussão vai além do número de urna e envolve a organização interna da legenda. “Não é questão de número, é questão de democracia interna, é questão da boa condução da campanha do Lula no Estado do Rio”, afirmou.

O deputado também criticou a influência de interesses familiares nas decisões estratégicas do partido. “É inaceitável que interesses familiares orientem as decisões estratégicas do PT. Nosso partido não pode se apequenar”, completou.

Washington Quaquá reagiu às críticas e relembrou divergências políticas antigas envolvendo seus colegas de partido.

“Quando Freixo apoiava o [ex-juiz Marcelo] Bretas, a Lava Jato e o Moro contra Lula, dizia que o [movimento] Lula Livre não era prioridade da esquerda. E quando o Lindbergh quis abandonar o PT para ficar com Heloisa Helena e fundar o PSOL […] eu estava lá, junto com o presidente Lula, organizando caravanas em Curitiba para denunciar aquela prisão e aquela condenação ilegal, irregular, injusta”, afirmou.

A disputa pelo número 1313 expõe uma antiga divisão dentro do PT fluminense entre diferentes grupos políticos da legenda, em um momento em que o partido começa a organizar suas estratégias para as eleições de 2026. E mais: Qual é e quanto fatura a empresa que fabrica o vidro do iPhone. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: O Globo; Poder360)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Caso INSS: a nova pista encontrada pela PF que liga lobista a ex-assessor de Lula

A Polícia Federal investiga se a lobista e amigo de Lulinha Roberta Luschinger, apontada como uma das pessoas envolvidas nas suspeitas de fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), realizou pagamentos ao então chefe de gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como […]