Lula diz que o agronegócio deveria ‘se ajoelhar’ para ele

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Lula (PT) afirmou neste sábado (19), durante ato de campanha na Praça Tancredo Neves, em Florianópolis (SC), que o agronegócio deveria “não só votar, mas se ajoelhar” para ele caso fossem considerados os recursos destinados pelo governo federal ao setor.

Ao lado de Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina apoiado pelo petista, Lula afirmou que colocou o aliado na disputa para “desmascarar” o governador Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição, e também para dialogar com representantes do agronegócio.

“Acho que você [Merísio] deveria fazer uma reunião com o pessoal do agronegócio aqui, você e eles, sem nenhum papel na mão, e perguntar para eles por que eles não gostam de nós. […] É por que eu sou nordestino? Ou por que eu sou pobre? Porque, se dependesse de dinheiro do governo, eles deveriam não só votar, mas se ajoelhar pra mim”, disse Lula.

Na sequência, ele afirmou que “nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora”. Durante o discurso, também questionou a resistência de parte do setor ao governo petista e associou essa rejeição a possíveis questões relacionadas à sua origem nordestina e à sua condição social.

Lula ainda chamou Merísio de seu “Engels”, em referência ao empresário Friedrich Engels, que financiou e acompanhou o comunista Karl Marx, e afirmou que o candidato teria a missão de enfrentar politicamente Jorginho Mello e conversar com o agronegócio catarinense.

 

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