Flávio fala sobre sistema de votação do Brasil em encontro com diplomatas

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República, participou nesta terça-feira (21), em Brasília, de um encontro com diplomatas de mais de 40 países, onde apresentou suas propostas e fez críticas ao cenário político e institucional brasileiro.

Durante o evento, o parlamentar pediu que as nações enviem o maior número possível de observadores internacionais para acompanhar as eleições de 2026.

Ao abordar o sistema eleitoral, Flávio mencionou um relatório da CIA divulgado recentemente apontando fraudes nas eleições venezuelanas de 2012 e afirmou que as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil tem relação com a empresa Smartmatic.

Apesar disso, o senador declarou que não estava colocando em dúvida a integridade do processo eleitoral brasileiro e defendeu apenas o fortalecimento da observação internacional.

Segundo o parlamentar, “não estou questionando o sistema de votação brasileiro”, mas pediu que outros países enviem especialistas e missões de observação para acompanhar o pleito. Após a repercussão das declarações, sua assessoria divulgou nota afirmando que Flávio “não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro” e que o convite a observadores segue uma prática comum em diversas democracias.

Em seguida, a campanha divulgou novo comunicado reiterando que o pré-candidato “não está questionando o sistema de votação brasileiro” e reafirmando “sua integral confiança no sistema eleitoral brasileiro”.

Durante a palestra, Flávio também voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), lembrando que o pai foi vítima de perseguição política e criticando decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

O senador declarou que Bolsonaro está preso e inelegível por ter falado sobre o sistema de votação em encontro com embaixadores estrangeiros, quando era presidente.

O episódio da reunião com diplomatas realizada no Palácio da Alvorada, em 2022, foi posteriormente utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para condenar o ex-presidente à inelegibilidade por oito anos, e também integrou o conjunto de fatos analisados no processo que resultou em sua condenação criminal em 2025.

A medida de Bolsonaro foi uma reposta a uma outra reunião, a do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Edson Fachin, também com embaixadores para falar também do sistema de votação do brasil.

Flávio ainda afirmou que um eventual governo seu buscaria restaurar a segurança jurídica, atrair investimentos e acelerar processos de licenciamento ambiental.

O senador prometeu combater a corrupção, criticou a atuação de parte da Polícia Federal, que, segundo ele, estaria sendo utilizada para perseguir adversários políticos, e defendeu dar autonomia para que comunidades indígenas possam explorar recursos minerais existentes em seus territórios, desde que essa seja a vontade das próprias populações.

O encontro, promovido pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo portal The Brazilian Report, reuniu cerca de 80 participantes, entre eles aproximadamente 20 embaixadores e representantes diplomáticos de diversos países. Atenção: o título do vídeo abaixo é do portal G1, dona do vídeo. (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

 

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