EUA revelam quais são as ‘7 magníficas’ empresas brasileiras

direitaonline




O Bank of America passou a utilizar uma adaptação de um dos conceitos mais famosos de Wall Street para organizar sua leitura sobre a Bolsa brasileira.

Em relatório recente sobre a América Latina, o banco propôs uma divisão entre empresas com perfil de crescimento e companhias mais maduras, criando uma espécie de versão local das chamadas “Sete Magníficas”.

A referência original vem do grupo de gigantes de tecnologia dos Estados Unidos — Apple, Microsoft, Alphabet (Google), Amazon, Meta, Nvidia e Tesla — que nos últimos anos tiveram forte influência sobre a valorização do índice S&P 500, impulsionadas principalmente pelo avanço da inteligência artificial e pelo crescimento acelerado de receitas.




Dentro dessa leitura, o banco destacou como “Sete Magníficas brasileiras” as ações de Mercado Livre, Nubank, WEG, BTG Pactual, Raia Drogasil, Localiza e Itaú Unibanco.

Um ponto que chama atenção na composição é a inclusão do Mercado Livre, que não é uma empresa brasileira, mas de origem argentina e listada nos Estados Unidos.

O Bank of America justifica a presença pelo fato de o Brasil ser o principal mercado da companhia em termos de operação e faturamento, além de considerar fatores como origem da receita e exposição ao risco regional.

Entre as companhias listadas, o relatório destaca o desempenho do Nubank, que vem combinando forte crescimento de base de clientes com avanço de rentabilidade, além do Itaú, que mantém resultados sólidos e consistentes no setor bancário tradicional.




O BTG Pactual também aparece como destaque, com crescimento expressivo de lucro e expansão relevante em suas operações de investimento.

O documento ainda cita a performance da Localiza, que vem apresentando crescimento de receita e lucro no setor de mobilidade, e da Raia Drogasil, que registrou avanço relevante de Ebitda, mesmo com leve pressão sobre o lucro líquido.

Já a WEG reforça o perfil industrial exportador, com atuação global e expansão constante.

Segundo o relatório, o desempenho agregado desse grupo de empresas na semana analisada teve alta de cerca de 0,7%, refletindo o apetite do mercado por ativos ligados ao crescimento estrutural e à expansão de lucros de longo prazo.

Do outro lado, o estudo apresenta o grupo apelidado de “Sete Inesquecíveis do Brasil”, formado por Petrobras, Vale, JBS, Banco do Brasil, Ambev, Bradesco e Gerdau.

Nesse segundo grupo, o foco é diferente: empresas consolidadas, com forte geração de caixa, posições dominantes em seus setores e negociação geralmente a múltiplos mais baixos.

O banco descreve esse conjunto como tendo um viés mais voltado ao valor, com maior atratividade em cenários de juros elevados, quando dividendos e previsibilidade de resultados ganham mais importância.




O relatório também aponta que, no mesmo período analisado, esse grupo de empresas teve leve queda de aproximadamente 0,2%, desempenho inferior ao das companhias de crescimento.

Na avaliação do Bank of America, essa divisão ajuda a interpretar o mercado brasileiro a partir de dois blocos complementares — um mais voltado à expansão de longo prazo e outro mais associado à geração de caixa e estabilidade.

O estudo sugere ainda que essa dinâmica tende a influenciar decisões de alocação de investidores conforme o ciclo econômico e o nível de juros no país. (Foto: IA: Fonte: Exame)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Zema reage à provocação de Gilmar Mendes sobre seu sotaque

A troca de declarações entre o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema ganhou um novo capítulo após uma entrevista do magistrado à Record. Na conversa, Gilmar fez críticas ao estilo de comunicação do político mineiro […]