Justiça manda soltar presa que foi sancionada pelos EUA

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A Justiça Federal de Santos determinou nesta terça-feira (7) a libertação dos investigados que haviam sido presos temporariamente na operação Exchange, deflagrada na última sexta-feira (3) para apurar um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação aponta movimentações que podem ter alcançado cerca de R$ 10 bilhões.

Entre as pessoas beneficiadas pela decisão está a primeira brasileira a sofrer sanções diretas do governo dos Estados Unidos por suposta relação com a organização criminosa. A 7ª Vara Federal Criminal de Santos entendeu que não havia justificativa para manter as prisões temporárias dos demais investigados.

A exceção foi ‘Shimada’, que não foi localizado pelas autoridades. A Justiça converteu a prisão temporária dele em preventiva. Shimada é apontado pela Polícia Federal como um dos responsáveis pelo núcleo financeiro do esquema no Brasil e é considerado foragido.

A operação foi realizada dois dias depois de os Estados Unidos anunciarem o bloqueio de bens e empresas relacionadas aos investigados que estivessem sob jurisdição norte-americana. Segundo a Polícia Federal, parte das informações utilizadas na apuração veio de dados compartilhados pelo Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos (Homeland Security).

De acordo com a investigação, o grupo teria utilizado empresas de fachada e transações com criptoativos para ocultar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas. A PF afirma que o esquema envolvia principalmente negociações relacionadas a haxixe e derivados, com posterior conversão dos valores obtidos ilegalmente.

Segundo o relatório policial, Shimada atuaria como uma espécie de “doleiro” ao lado de familiares e outros integrantes do grupo. Ele é investigado juntamente com o tio, Amaro Henrique de Oliveira, a prima Stella Stefanie e Carlos Henrique Costa Almeida.

Dados de inteligência financeira indicam que Shimada foi citado em 51 comunicações suspeitas e teria movimentado aproximadamente R$ 1,9 bilhão por meio da empresa Victory Trading Intermediação de Negócios, apontada como uma das estruturas utilizadas para movimentar recursos ilícitos.

Outro nome considerado central na investigação é Ygor Savioli, descrito pela PF como um dos articuladores da comercialização de drogas. Ele chegou a ser preso nos Estados Unidos pelo FBI, em 2023, junto com outros quatro investigados, sob suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal afirma que Savioli mantinha contato frequente com Shimada e participava da organização de remessas financeiras relacionadas à venda de drogas. Conforme o relatório, os dados enviados pelas autoridades norte-americanas indicaram a existência de uma “complexa engrenagem financeira transnacional, envolvendo a conversão de moeda fiduciária em criptoativos”.

Em nota, o advogado representa os citados afirmou que analisará a decisão judicial e poderá apresentar medidas para tentar reverter a prisão preventiva de Shimada. E mais: Pesquisa Meio/Ideia: Flávio e Lula empatam tecnicamente no 2º turno. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: Poder360)

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