A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos que provocaram destruição em larga escala, deixaram centenas de vítimas e desencadearam uma ampla mobilização internacional de ajuda humanitária.
Os dois tremores ocorreram em sequência na quarta-feira (24). O primeiro registrou magnitude 7,2 e, apenas 39 segundos depois, um novo abalo ainda mais intenso, de magnitude 7,5, atingiu o país. Segundo registros sísmicos, os epicentros foram localizados no norte venezuelano, próximos à cidade costeira de Morón, a cerca de 200 quilômetros de Caracas.
Autoridades venezuelanas afirmam que este foi o terremoto mais intenso registrado no país em mais de um século. Os tremores também foram sentidos em países vizinhos, como Brasil e Colômbia.
A presidente interina Delcy Rodríguez declarou estado de emergência nacional e classificou a situação como crítica. A região de Guaira foi oficialmente reconhecida como zona de desastre.
O balanço mais recente divulgado pelo governo aponta ao menos 164 mortes confirmadas e cerca de 971 pessoas feridas. O número de desaparecidos, porém, gera preocupação ainda maior: plataformas de busca criadas após a tragédia registram mais de 25 mil pessoas sem localização confirmada.
As equipes de emergência continuam realizando operações em áreas destruídas, principalmente em Caracas, onde edifícios sofreram danos severos e vários desabaram. Bombeiros e socorristas seguem trabalhando na tentativa de localizar sobreviventes sob os escombros.
Em novo pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Delcy anunciou a criação de um fundo emergencial de US$ 200 milhões — cerca de R$ 1 bilhão — com recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para enfrentar os impactos imediatos da tragédia.
Segundo a líder interina, grupos especializados certificados pelo sistema das Nações Unidas estão sendo deslocados para auxiliar nas operações de busca.
A resposta internacional começou a ganhar força poucas horas após o desastre. A Organização das Nações Unidas informou estar “completamente mobilizada” e afirmou que a crise exige um “esforço coletivo massivo” para socorrer a população atingida.
Diversos países anunciaram ajuda. Os Estados Unidos prometeram uma resposta “grande, rápida e eficaz”, segundo o secretário de Estado Marco Rubio. O governo brasileiro também iniciou análises para avaliar medidas de assistência humanitária.
Na Europa, vários países anunciaram o envio de equipes especializadas. A Espanha colocou à disposição uma unidade com 54 integrantes treinados em operações de resgate, além de cães farejadores e equipamentos especializados. A Suíça informou o envio de 80 socorristas, oito cães de busca e aproximadamente 18 toneladas de equipamentos.
Itália, Alemanha, China, Irã e outros países também demonstraram disposição para colaborar nas operações.
Os impactos da tragédia atingiram ainda a infraestrutura do país. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo venezuelano, teve suas operações suspensas após danos considerados graves em sua estrutura.
As buscas por sobreviventes continuam, enquanto autoridades temem que o número de vítimas aumente nas próximas horas.
🚨URGENTE – Helicóptero sobrevoa a Venezuela e mostra o cenário de guerra e destruição após terremoto, com vários prédios caídos pic.twitter.com/uCNaa15fCM
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) June 25, 2026
De todos os vídeos que vi do terremoto na Venezuela, esse é sem dúvida o mais angustiante.
Parece filme de terror.
Quanto mais desce, mais o prédio tá quebrado, aí o desespero bate pra sair logo. 😱 pic.twitter.com/r70rnyxurd— Bruno Brezenski (@bbbrezenski) June 25, 2026
Quando o comunismo começa a sair, vem um terremoto.
PQP que povo sofrido. pic.twitter.com/XTQh07Zdc5
— Rafael Gloves (@rafaelgloves) June 25, 2026
🚨URGENTE – Dezenas de prédios acabam de cair após terremoto na Venezuela, deixando milhares de mortos pic.twitter.com/8lWgCMXKxe
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) June 25, 2026

