Antes de o presidente Volodmir Zelenski entrar na Casa Branca para se reunir com Donald Trump nesta segunda-feira (18), ele terá ao lado alguns dos rostos mais influentes do cenário político europeu.
Não se trata apenas de uma visita protocolar: é uma demonstração calculada de respaldo internacional num momento em que cresce o temor de que Kiev seja empurrada a aceitar um acordo desfavorável com Moscou.
Entre os que estarão presentes estão Emmanuel Macron, presidente da França; Friedrich Merz, chanceler da Alemanha; Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido; Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália; Mark Rutte, secretário-geral da OTAN; e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
A presença conjunta busca reforçar o apoio da Europa à Ucrânia e transmitir a mensagem de que Zelenski não estará isolado nas negociações.
A movimentação ocorre dois dias após Trump defender que Kiev ceda territórios à Rússia para encerrar a guerra. “Rússia é uma potência, eles não”, disse o presidente americano no sábado (16), poucas horas depois de se reunir com Vladimir Putin no Alasca. A proposta foi prontamente rejeitada por Kiev e por capitais europeias, que argumentam que qualquer negociação sem cessar-fogo favoreceria Moscou.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou sua participação em mensagem publicada no X: “a pedido do presidente Zelenski, participarei da reunião com o presidente Trump e outros líderes europeus na Casa Branca amanhã”. Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reforçou o alinhamento europeu: “Nosso apoio inabalável à Ucrânia continuará enquanto for necessário”.
Os europeus ainda realizaram neste domingo (17) uma videoconferência como parte da chamada “coalizão dos dispostos”, já a segunda reunião do grupo em menos de uma semana. O objetivo é coordenar posições para evitar que Trump imponha sozinho os termos da negociação com Moscou.
Apesar da pressão norte-americana, Zelenski reafirmou que pretende discutir em Washington “todos os detalhes sobre o fim da guerra”, deixando claro que não aceitará acordos que impliquem a perda definitiva de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia ou Kherson, regiões que já têm boa parte ocupada pela Rússia. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: Estadão)

