Mendonça e Dino discutem no STF sobre censura nas redes sociais

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André Mendonça e Flávio Dino protagonizaram um debate nesta quinta-feira (11) durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discute os efeitos da responsabilização das plataformas digitais por conteúdos publicados por terceiros.

Ao analisar recursos relacionados à tese que redefiniu a responsabilidade civil das empresas de tecnologia, Mendonça afirmou que o entendimento adotado pela Corte pode gerar um “efeito inibidor” sobre a liberdade de expressão. Segundo ele, as plataformas tenderiam a remover publicações preventivamente para evitar futuras punições.

“Eu só estou dizendo que nós estamos gerando um efeito inibidor na manifestação livre da sociedade, através da terceirização junto às plataformas”, declarou.

O ministro argumentou ainda que a legislação brasileira não prevê automaticamente a responsabilidade solidária nesses casos e que atribuir às empresas a tarefa de avaliar previamente a legalidade de conteúdos pode trazer insegurança jurídica.

“Estamos gerando um efeito inibidor, porque as plataformas, com razão, para se preservar, vão excluir conteúdos, havendo dúvidas sobre o conteúdo”, afirmou.

Flávio Dino contestou a avaliação e sustentou que a realidade das redes sociais demonstra justamente o contrário. “Se você abrir sua rede social, vai encontrar 50 crimes aí, não tem efeito inibidor algum. Na prática, não, infelizmente. Eu até gostaria que tivesse”, respondeu.

Para Dino, a decisão final sobre a legalidade ou não de uma publicação continuará sendo do Poder Judiciário. Segundo o ministro, a possibilidade de uma análise prévia pelas plataformas não difere de outras situações do cotidiano em que particulares precisam avaliar riscos antes de tomar decisões que podem gerar responsabilidade civil. O julgamento dos embargos de declaração sobre o tema segue em análise no STF. E mais: Itália dá recado a Alexandre de Moraes: age como ‘vítima e juiz’. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: Migalhas)

 

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