Os preços dos alimentos consumidos dentro de casa registraram alta de 1,65% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa a maior inflação para o mês desde 2008, quando o índice havia alcançado 2,27%.
O avanço foi impulsionado principalmente pelo encarecimento de produtos básicos da mesa do brasileiro. Entre as maiores altas estão a batata-inglesa, que subiu 44,69%, o tomate (20,62%), a cebola (16,8%) e as carnes (1,39%).
Enquanto alguns alimentos ficaram mais caros, outros registraram queda, como o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,7%).
Para os próximos meses, economistas revisaram suas projeções e já estimam que a inflação dos alimentos no domicílio possa encerrar o ano próxima ou acima de 7%.
Entre os fatores de preocupação está a possibilidade de um El Niño de forte intensidade no segundo semestre, fenômeno que pode afetar a produção agropecuária e pressionar ainda mais os preços.
O aumento dos alimentos tem impacto especialmente sobre as famílias de menor renda, que destinam parcela maior do orçamento para a compra de itens essenciais.
Diante desse cenário, especialistas recomendam a substituição de produtos mais caros por alternativas semelhantes para reduzir os efeitos da inflação no orçamento doméstico.
Além dos alimentos consumidos em casa, o IPCA também monitora refeições feitas em bares e restaurantes. Nesse segmento, a inflação foi de 0,49% em maio.
Considerando alimentação dentro e fora do domicílio, o grupo alimentação e bebidas registrou alta de 1,33%, a maior para o mês desde 2015. E mais: Mendonça e Dino discutem no STF sobre censura nas redes sociais. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Folha de SP)

