A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras provocou forte reação da deputada petista federal Gleisi Hoffmann nesta quinta-feira (28). A medida, assinada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, entrará em vigor no próximo dia 5 de junho e amplia mecanismos de sanções financeiras e cooperação internacional contra as facções criminosas brasileiras.
A iniciativa foi articulada nos bastidores pelo senador Flávio Bolsonaro em reuniões recentes com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o próprio Rubio, na Casa Branca.
Após a confirmação da medida, Gleisi fez uma publicação nas redes sociais criticando duramente a atuação da família Bolsonaro e acusando o grupo político de estimular ‘ingerência estrangeira’ sobre o Brasil.
“Mais uma vez a família Bolsonaro mostra que são traidores da pátria, festejando uma ingerência dos EUA no Brasil. Não respeitam nem querem que seja respeitada a soberania nacional”, escreveu a parlamentar.
No texto, a petista também afirmou que o governo Lula seria hoje o principal responsável pelo combate ao crime organizado no país. “E quem mais está se esforçando no combate ao crime organizado no Brasil é o governo do presidente Lula”, declarou.
A reação, porém, acabou gerando críticas de opositores e analistas políticos nas redes sociais. O principal argumento é que o avanço e fortalecimento de facções como PCC e Comando Vermelho ocorreram justamente ao longo dos últimos governos petistas — incluindo os três mandatos de Lula e mais um mandato e meio de Dilma Rousseff — período que soma quase 24 anos de predominância do PT no Palácio do Planalto.
Para críticos da declaração, causa estranheza que integrantes do partido tratem a medida americana como afronta à soberania nacional ao mesmo tempo em que defendem que o governo federal já estaria combatendo efetivamente as facções. Na avaliação de opositores, se o enfrentamento tivesse sido suficiente ao longo das últimas décadas, organizações criminosas brasileiras dificilmente teriam alcançado o atual nível de poder financeiro e influência internacional.
Na publicação, Gleisi ainda citou operações recentes da Polícia Federal contra esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao PCC e defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública. Ela também acusou os Estados Unidos de utilizarem o tema da criminalidade como instrumento de pressão sobre interesses estratégicos brasileiros.
“Essa investida dos EUA hoje não é contra o crime, é contra nossa soberania, o que está sendo incentivado pelos interesses da família Bolsonaro. Vendilhões. O Brasil não pode se curvar a isso”, afirmou.
Enquanto isso, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a classificação das facções como organizações terroristas representa um endurecimento internacional inédito contra o crime organizado brasileiro e fortalece a cooperação entre autoridades americanas e brasileiras no combate às redes financeiras das quadrilhas. E mais: Foguete bilionário do fundador da Amazon explode em decolagem. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Câmara)
Mais uma vez a família Bolsonaro mostra que são traidores da pátria, festejando uma ingerência dos EUA no Brasil. Não respeitam nem querem que seja respeitada a soberania nacional. Podem dar o nome que quiserem – terrorismo, máfia, facção – crime é crime, tem de ser combatido. E…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) May 29, 2026


Kkk. Só. Tem 20 anos de pt !será que agora é que o pt é a solução ?
De qual soberania a dona Gleisi fala. Não somos soberanos, salvo na criminalidade que assola o país sob as rédeas soltas desse governo protetor de bandidos. Estamos perdendo nossa liberdade de expressão, nossa liberdade de ir e vir. Estamos coagidos todo o tempo
E o governo patrocina, libera bandidos ou oferece bolsa e mordomia para presidiários irrecuperáveis. No Brasil o crime está compensando, haja vista milhões e bilhões que circulam sob a tutela da toga.