A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ordenou na quinta-feira (07/05) o recolhimento de diferentes produtos de limpeza da marca Ypê, entre eles detergentes para louça, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados na unidade de Amparo, no interior de São Paulo.
A decisão da agência também determinou a interrupção imediata da fabricação, distribuição, comercialização e uso de todos os lotes cujos códigos terminem em número 1. A medida é preventiva e foi tomada após uma inspeção realizada recentemente na unidade da empresa, pertencente à Química Amparo.
Mas, nessa sexta-feira (08/05), a Ypê informou que apresentou recurso administrativo contra a decisão da Anvisa. De acordo com a empresa, a medida passa a ficar suspensa enquanto o pedido é analisado pelo órgão regulador.
Em nota, a companhia reforçou sua posição institucional: “Ainda que a interposição do recurso tenha resultado na suspensão dos efeitos da medida anterior, a Ypê reforça que a segurança dos seus consumidores é – e sempre será – sua maior prioridade”
A fabricante também contestou as conclusões da fiscalização e afirmou possuir base técnica sólida para defender seus processos produtivos.
Segundo a empresa, “possui fundamentação científica robusta, baseada em testes e laudos técnicos independentes, atestando que seus produtos não representam qualquer risco ao consumidor”.
A Ypê acrescentou ainda que segue em diálogo com a agência reguladora e confia em uma revisão da decisão.
“A empresa mantém diálogo contínuo e colaborativo com a Anvisa e, com a apresentação de informações e evidências técnicas adicionais, confia plenamente na reversão da decisão no menor prazo possível”
Do lado da Anvisa, foi confirmado que o recurso apresentado tem efeito suspensivo, o que impede a execução imediata das medidas administrativas enquanto o processo é analisado.
Ainda assim, o órgão reforçou que não houve mudança na avaliação técnica que motivou a decisão inicial. “A Anvisa esclarece que não houve revisão sobre a avaliação técnica do risco sanitário diante do quadro verificado na inspeção”.
Segundo a agência, a recomendação ao consumidor permanece a mesma, baseada nas constatações feitas na linha de produção da unidade vistoriada em Amparo.
A suspensão foi definida após uma análise conjunta envolvendo também órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária. Durante a inspeção, foram apontadas irregularidades consideradas relevantes no controle de qualidade.
De acordo com a Anvisa, foram identificadas “falhas graves” em etapas essenciais do processo produtivo, incluindo deficiências nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle, com possibilidade de comprometimento sanitário.
O órgão alertou ainda para o risco de contaminação microbiológica, que poderia envolver a presença indesejada de bactérias, fungos, leveduras, vírus ou parasitas nos produtos analisados. E mais: ChatGPT pode lançar smartphone próprio com foco total em IA. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Época Negócios)

