Assessor de Janones invade transmissão da Globo, fala palavrão e é levado à polícia

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O deputado Cabo Gilberto (PL) acionou a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados e apresentou um assessor ligado ao deputado André Janones (Rede) após um episódio de interrupção durante entrevista concedida à GloboNews, no Salão Verde.

A pauta em discussão era a derrubada, pelo Congresso Nacional, do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria.

Nas imagens registradas no local, o assessor Bernardo Moreira — pré-candidato a deputado distrital pelo PSB — aparece logo atrás do parlamentar enquanto a entrevista estava em andamento.

Em determinado momento, ele teria se manifestado em voz alta: “Anistia é o c4aralho. Lula reeleito”.

Mesmo após o episódio, a entrevista foi retomada por Cabo Gilberto, que pouco depois se dirigiu ao assessor ainda dentro do Salão Verde.

A aproximação gerou novo desentendimento e, durante a confusão, a corda do crachá de Bernardo acabou se rompendo. Em meio ao diálogo acalorado, o deputado perguntou: “Você é assessor de quem?”, recebendo como resposta: “Vá lá descobrir”.

Após o ocorrido, Cabo Gilberto afirmou que ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL) foram alvo de ofensas verbais. Segundo o parlamentar, a situação teria escalado após tentativas de intervenção.

“Ele agrediu a mim e a outras pessoas. Quando ele voltou, eu pedi respeito. Aí ele veio para cima, me agredindo novamente. Falando: “Ca***ho!”. Aí peguei ele e chamei a polícia”, declarou. Ao ser questionado se as agressões teriam sido apenas verbais, ele confirmou: “Isso”.

Já Bernardo Moreira contestou a versão apresentada e negou qualquer comportamento inadequado. “Em hora nenhuma fiz qualquer agressão verbal. Só chamei ele de deputado. A única coisa que falei foi: ‘Me poupe, deputado’.

Ele falou: ‘Repete o que você disse aquela hora’. Eu respondi: ‘Anistia é o caralho, deputado’. Foi isso”, afirmou.

A Polícia Legislativa foi acionada por solicitação do deputado e conduziu o assessor para prestar depoimento.

No registro formal do caso, ao qual a reportagem teve acesso, Bernardo reafirmou que não houve contato físico nem ofensas diretas ao parlamentar durante a ocorrência no Salão Verde. (Fonte: Metrópoles)

 

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