Na Globo, Gilmar Mendes diz que inquérito das fake news ‘acaba quando terminar’

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Gilmar Mendes saiu em defesa da continuidade do inquérito das fake news (aberto há sete anos) e adotou um tom mais duro ao comentar o envio de uma notícia-crime contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema.

A declaração foi dada em entrevista ao Jornal da Globo, exibida na quarta-feira (22).

Durante a conversa com a jornalista Renata Lo Prete, o ministro sustentou que o procedimento ainda é necessário, mesmo após anos de tramitação.




Ao ser questionado sobre a utilidade da investigação atualmente, ele afirmou que o processo deve seguir em andamento até sua conclusão, reforçando que o tema ainda exige atenção da Corte.

A entrevista abordou críticas recorrentes ao inquérito, que apontam que, após sete anos, ele teria se transformado em um instrumento concentrado nas mãos do relator, o ministro Alexandre de Moraes.

Em resposta, Gilmar alegou que o Supremo tem sido alvo constante de ataques, o que justificaria a manutenção das investigações.




Na mesma fala, o magistrado citou desdobramentos da CPI do Crime Organizado e direcionou críticas ao senador Alessandro Vieira, relator da comissão.

Segundo ele, o parlamentar teria adotado uma postura inadequada ao questionar a atuação do tribunal, deixando de priorizar, em sua avaliação, os responsáveis por práticas criminosas.

Gilmar Mendes também demonstrou indignação com o relatório apresentado por Vieira, que incluiu pedidos de indiciamento contra integrantes do STF e outras autoridades, entre elas o próprio ministro, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e o procurador-geral da República Paulo Gonet.




O magistrado classificou como grave o fato de ter sido citado no documento por decisões judiciais, como a concessão de habeas corpus.

Ao final, Gilmar reforçou que considera correta a abertura do inquérito e defendeu que ele permaneça ativo ao menos até o período eleitoral, destacando a necessidade de respostas institucionais diante de ataques à Corte.

 

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