Flávio reage a condenação de Moraes a Eduardo e faz promessa

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu ao voto de Alexandre de Moraes que defendeu a condenação de Eduardo Bolsonaro por suposta ‘difamação’ contra Tabata Amaral (PSB-SP).

Em publicação na rede social X, Flávio classificou o posicionamento como “bizarro e ilegal”.

“Depois da farsa que condenou Jair Bolsonaro, após autorizar investigação ilegal contra mim, por uma reles postagem aqui no X, agora uma condenação bizarra e ilegal, sem pé nem cabeça, de Eduardo Bolsonaro. Nós, o povo, vamos resgatar nossa democracia e a credibilidade das Instituições”, escreveu.

O voto de Moraes foi apresentado no plenário virtual da Corte, iniciado nesta sexta-feira, e concluiu que Eduardo Bolsonaro cometeu crime de difamação ao divulgar conteúdos que atingiram a reputação de Tabata Amaral.

O caso tem origem em publicações feitas em 2021, nas quais o ex-deputado compartilhou imagens sugerindo que a parlamentar teria apresentado um projeto de lei para favorecer interesses do empresário Jorge Paulo Lemann.

As postagens também insinuavam uma suposta ligação entre a atuação da deputada e financiamento de campanha.

Para Moraes, o conteúdo extrapolou os limites do debate político.

“A plena proteção constitucional da exteriorização da opinião (aspecto positivo) não significa a impossibilidade posterior de análise e responsabilização por eventuais informações injuriosas, difamantes, mentirosas, e em relação a eventuais danos materiais e morais, pois os direitos à honra, intimidade, vida privada e à própria imagem formam a proteção constitucional à dignidade da pessoa humana, salvaguardando um espaço íntimo intransponível por intromissões ilícitas externas, mas não permite a censura prévia pelo Poder Público”, afirmou.

O ministro disse ainda a necessidade de limites no uso da liberdade de expressão. “Liberdade de expressão não é liberdade de agressão. Liberdade de expressão não é liberdade de destruição da democracia, das instituições e da dignidade e honra alheias”.

E completou: “Liberdade de expressão não é liberdade de propagação de discursos mentirosos, agressivos, de ódio e preconceituosos”.

Com esse entendimento, Moraes votou pela condenação de Eduardo Bolsonaro a um ano de detenção, além de 39 dias-multa, com valor equivalente a dois salários mínimos por dia.

O ministro destacou que, como o ex-deputado está em “local incerto e não sabido”, não seria possível substituir a pena privativa de liberdade por medidas alternativas.

 

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